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O 19.º mais rico de Portugal negoceia compra da dona da Nacional e Milaneza

Carlos Moreira da Silva, empresário e detentor de metade da BA Glass, está a negociar a compra da Cerealis, o maior grupo português de massas e farinhas, que fatura mais de 200 milhões de euros e emprega cerca de 700 pessoas.

Carlos Moreira da Silva, dono de metade da BA Glass, negoceia compra da Cerealis.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 19 de Fevereiro de 2021 às 20:17
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Começou a 8 de fevereiro de 1919 como Amorim, Lage & Soares Lda - em resultado da aliança de Manuel Gonçalves Lage, José Alves de Amorim (que era tio do também já falecido Américo Amorim) e Aníbal Soares, que sairia da sociedade em 1930 -, ficando Amorim e Lage com 50% cada no capital, participações que resistiram à passagem do tempo e que se mantêm até hoje nas famílias dos seus descendentes.

 

Mas eis que, 102 anos depois, a segunda e a terceira gerações das duas famílias, que lideram o entretanto redenominado grupo Cerealis, decidiram vender aquela que é líder no mercado das massas alimentícias, farinhas (para usos culinários e industriais) e cereais de pequeno-almoço, estando também presente no mercado das bolachas, com marcas conceituadas como a Milaneza, a Nacional, a Harmonia e a Concórdia, entre outras.

 

A negociar a compra da Cerealis está Carlos Moreira da Silva, que, segundo a revista Exame, é o 19.º mais rico de Portugal, com uma fortuna de 430 milhões de euros, que é partilhada com a esposa Fernanda Almeida Arrepia, na Teak Capital, a "holding" veículo nesta operação.

 

"Não posso comentar", respondeu o empresário quando contactado pelo Negócios. "É prematuro" falar sobre esta operação, considerou, por sua vez, José Amorim, presidente da Cerealis, também em declarações ao Negócios.

 

A Cerealis, que fechou 2019 com uma faturação de 210 milhões de euros e emprega cerca de 700 pessoas, está sediada na Maia e tem também instalações industriais na Trofa, Porto, Coimbra e Lisboa. E detém uma participação de 33,33% na Europasta, empresa de massas alimentícias na República Checa.

 

Carlos Moreira da Silva tem como joia empresarial metade do capital da BA Glass, que produz por ano mais de oito biliões de garrafas de 11 cores numa dúzia de fábricas, localizadas em sete países.

 

Sediada em Avintes, Gaia, a BA Glass, que emprega cerca de 3.800 trabalhadores, fechou o ano de 2019 com uma faturação de 923 milhões de euros e lucros de 148 milhões de euros.

 

Entre outros interesses, Carlos Moreira da Silva é sócio de António Pires de Lima e de Sérgio Monteiro, que estiveram no Governo com Passos Coelho, na "private equity" Horizon.

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