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RAR embala cisão no maior negócio do grupo

A fabricante de embalagens e de “contract manufacturig” de produtos de consumo Colep, que tem fábricas em oitos países e emprega 2.500 pessoas, vai separar estes negócios, os quais contribuem com o grosso das vendas de quase 800 milhões de euros do grupo de João Nuno Macedo Silva.

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Rui Neves ruineves@negocios.pt 08 de Abril de 2021 às 13:10
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Há 20 anos, a RAR, já com João Nuno Macedo Silva aos comandos, depois de o seu pai ter falecido no ano anterior, lançava uma OPA sobre a Colep, ficando com a totalidade do capital da produtora de embalagens.

 

Três anos depois, promovia o nascimento da ColepCCL, empresa resultante da fusão entre a Colep e a CCL Custom Manufacturing Europe, criando uma das maiores empresas globais de embalagens e "contract manufacturing" de produtos de consumo, que hoje tem fábricas em oito países e emprega cerca de 2.500 pessoa.

 

Detida na totalidade pelo grupo RAR, o qual é controlado em 90% por João Nuno Macedo Silva, a Colep decidiu agora separar o negócio de embalagens do de "contract manufacturing" de produtos de consumo.

 

Esta quinta-feira, 8 de abril, a Colep anunciou "a intenção de separar estes negócios, a partir de 1 de julho de 2021, em duas novas empresas, que adotarão as designações de Colep Packaging e Colep Consumer Products", com o grupo RAR, "acionista único da Colep", a garantir que" manterá uma posição de 100% do capital social nas novas empresas".

Em comunicado, a Colep explica que "esta separação resulta da constatação de que os negócios da empresa, apesar de se efetuarem em mercados semelhantes, têm dimensões operacionais e estratégicas diferentes", sendo que "os mercados em que a empresa atua exigem níveis crescentes de agilidade e de rapidez de resposta".

 

Defende a Colep que a separação dos negócios em duas empresas independentes "vai possibilitar a cada uma das equipas de gestão o grau de autonomia e capacitação para o desenvolvimento do seu negócio necessários para melhor responderem às exigências e, desta forma, atingir os seus objetivos estratégicos específicos".

A Colep esclarece que "já deu início aos procedimentos legais no sentido de concretizar esta operação".

 

Com fábricas em Portugal, Alemanha, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Espanha, México, Polónia e Reino Unido, a Colep fatura cerca de 410,2 milhões de euros, contribuindo com mais de metade das vendas do grupo RAR, que fechou 2019 com uma faturação consolidada de 781,1 milhões de euros.

A produção de açúcar, atividade fundacional do grupo, apenas registou vendas de 59,7 milhões de euros, continuando a gerar prejuízos, que foram de 6,5 milhões em 2019.

Entre outros negócios, o grupo RAR também atua no segmento das saladas, através da Vitacress, no imobiliário e nos serviços, empregando atualmente 4.228 pessoas.

Sousa e Accardo vão liderar as novas empresas, o CEO Neves será o chairman

 

Para liderar as novas empresas resultantes da cisão da Colep, a empresa nomeou Paulo Sousa como CEO da Colep Packaging e Pierfranco Accardo como CEO da Colep Consumer Products.

Paulo Sousa é atualmente o "managing diretor" da divisão de packaging "e tem um percurso de sucesso de cerca de 20 anos ao serviço da empresa, em diversas funções de liderança nas áreas comercias e de operações", nas divisões de embalagens e produtos de consumo, realça a Colep.

 

Pierfranco Accardo é "managing diretor" da divisão de Consumer Produc ts desde janeiro de 2021 "e apresenta uma carreira de sucesso em consultoria e em ‘contract manufacturing’ nas áreas da cosmética e cuidado pessoal", indica a empresa. Antes de ser quadro da Colep, Pierfranco Accardo foi CEO das empresas italianas Art Cosmetics e Chromavis Fareva. 

 

A Colep refere, ainda, que a atual divisão de healthcare integrará a Colep Consumer Products e "continuará a dispor de uma elevada autonomia" e a ser liderada pelo "managing diretor" Christian Schmidt.  

 

Já Vítor Neves, o atual CEO da Colep, passará a ocupar o cargo de chairman das duas novas empresas.

 

Sobre a separação dos dois negócios da Colep, Neves afirma que a decisão agora tomada "é muito importante para que as equipas de gestão das novas empresas possam implementar as estratégias necessárias para reforçar o seu posicionamento de mercado".

 

"Tenho a certeza de que o Paulo e o Pierfranco trarão toda a sua experiência, conhecimento e entusiasmo para liderar as suas organizações para as fazer crescer e proporcionar os mais elevados níveis de satisfação a todos os seus ‘stakeholders’", remata Vítor Neves



(Notícia atualizada às 13:48)

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