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Rendimentos operacionais da Media Capital caem 22% nos primeiros 10 meses

A Media Capital viu os seus rendimentos operacionais consolidados serem penalizados pela pandemia de covid-19 e pela diminuição de quota de audiência da TVI.

TVI
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 06 de Novembro de 2020 às 21:07
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A Media Capital fechou os primeiros 10 meses deste ano com uma queda de 22% dos rendimentos consolidados, para 104,6 milhões de euros, revelou a dona de meios como a TVI e a Rádio Comercial em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

O grupo de media explica esta deterioração com "o efeito conjugado da pandemia e da redução (em termos acumulados) da quota de audiência do principal canal televisivo (TVI – canal generalista) face ao período homólogo".

 

Os rendimentos operacionais "foram negativamente afetados, nomeadamente ao nível da publicidade. Estes impactos tiveram maior incidência nos meses de março a junho, período em que o mercado publicitário relevante do grupo Media Capital (TV FTA, TV Cabo, Rádio e Digital) recuou de forma agregada 17%, 45%, 44% e 19% face ao período homólogo, respetivamente".

 

"Além do efeito adverso da pandemia no mercado de publicidade, é de relembrar que em 2019 a TVI foi líder de audiências em ‘all day’ até fevereiro, mantendo a liderança em ‘prime time’ até junho desse ano e que em 2020, no mesmo período, a TVI não foi líder no período sob análise em qualquer desses ‘slots’ horários", justifica.

 

Em resultado do conjunto de impactos a nível de rendimentos e gastos, o EBITDA recuou de 13,4 milhões de euros nos primeiros 10 meses de 2019 para -6,8 milhões no mesmo período de 2020, sendo que, ajustado de gastos com restruturação, os valores passaram de 14,8 milhões para -4,4 milhões, refere o grupo neste relatório sobre o seu desempenho operacional e financeiro até outubro.

 

Em termos de endividamento financeiro líquido, "e devido a uma cuidada gestão de tesouraria", este diminuiu em 7,3 milhões desde junho de 2020 (de 93,5 milhões para 86,2 milhões), com um montante de caixa e equivalentes de 16,5 milhões no final de outubro de 2020.

 

Outlook otimista

 

Em termos de perspetivas futuras, a Media Capital revela otimismo, considerando que, com base nos últimos meses, existe evidência de recuperação das audiências dos canais de TV do grupo.

 

Além disso, "o evento da pandemia, não obstante o recente agravamento e as fortes repercussões económicas, afigura-se como temporário", salienta. "Temos vindo a assistir a um desagravar dos impactos económicos negativos da pandemia, ficando tal facto igualmente visível na atividade do grupo. Esta melhoria é reiterada no desempenho operacional e financeiro dos últimos meses, não obstante a incerteza que ainda subsiste relativamente à duração da pandemia e aos seus impactos futuros".

 

Por outro lado, "as operações de rádio e digital evidenciam robustez nos principais indicadores de performance (audiências)".

 

O grupo refere ainda que está previsto o reforço adicional dos conteúdos ao longo dos próximos meses.

 

"Desta forma, é através da continuação da melhoria dos contextos externo e interno que o grupo antecipa um reforço do seu posicionamento competitivo no setor e um desagravamento substancial dos comparativos financeiros nos restantes meses de 2020, antecipando um valor anual de EBITDA ajustado de gastos com reestruturação a tender para zero para o corrente ano".

 

Recorde-se que a espanhola Prisa concretizou na terça-feira, 3 de Novembro, a venda da totalidade da sua participação de 64,47% na Media Capital – detida através da Vertix – a um conjunto de investidores com os quais tinha firmado contratos de compra e venda.

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