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Triun, Zenithodyssey e Fitas & Essências entre os novos donos da Media Capital

A Media Capital revelou na noite desta quinta-feira, 10 de setembro, os nomes de alguns daqueles que vão ser os novos donos do grupo.

Correio da Manhã
Negócios com Lusa 11 de Setembro de 2020 às 00:38
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Depois de, a 4 de setembro, a Prisa ter anunciado que acordou a venda da totalidade da sua participação de 64,47% na Media Capital, dona de meios como a TVI e a Rádio Comercial, a "um conjunto de investidores", por 36,85 milhões de euros, esta noite foram revelados em diferentes comunicados na CMVM alguns desses nomes.

 

Com a maior fatia anunciada está a Triun, que anunciou ter concluído a 3 de setembro um acordo de compra de 20% da Media Capital.

 

Num outro comunicado informa-se que que a Zenithodyssey também celebrou um contrato nos mesmos termos, com vista à aquisição de 16% da Media Capital. Entre os detentores da Zenithodyssey está a CIN Corporação Industrial do Norte (controlada pela holandesa Pleso Holding) com 50% do seu capital.

 

A completar o leque de comunicados está a informação de que a Fitas & Essências, controlada pelo sócio maioritário Stéphane Rodolphe Picciotto, também negociou uma posição na Media Capital, neste caso de 3%.

 

No comunicado enviado dia 4 ao regulador do mercado espanhol (CNMV), a Prisa indicava que a operação de venda da sua posição de 64,47% tinha recebido o aval da Pluris, de Mário Ferreira, que detém mais de 30%.

Ainda que estivesse a decorrer o período para o registo da OPA da Cofina sobre a Media Capital, a Prisa antecipou-se e firmou acordos independentes com vários investidores para a venda desta posição.

 

Nos últimos dias tinham já sido indicados alguns nomes. Foi o caso da Triun, que investe em imobiliário e agricultura e é presidida por Paulo Gaspar, filho de Avelino Gaspar, presidente da Lusiaves.  

Contactada pela Lusa, fonte oficial da Lusiaves esclareceu que o investidor é a Triun, uma empresa que não pertence ao grupo Lusiaves nem a Avelino Gaspar e que tem como presidente do Conselho de Administração Paulo Gaspar.

Também o presidente executivo da CIN disse no dia 4 ser um dos investidores envolvidos na compra dos 64,47% da Media Capital, tendo aproveitado "alguma liquidez disponível" para participar. "Temos alguns projetos que ficaram pendurados e, por isso, estamos a meter alguma liquidez que temos disponível num negócio que pode ser interessante", afirmou João Serrenho em declarações à agência Lusa.

Recorde-se que a Prisa iniciou o processo de desinvestimento na Media Capital e reduziu a sua posição de 94,69% para 64,47% na dona da TVI em 14 de maio último, quando Mário Ferreira comprou 30,22%, através da Pluris Investments, numa operação de 10,5 milhões de euros.


De acordo com as estimativas da empresa espanhola, esta transação dos 64,47% por 36,85 milhões de euros terá como resultado uma perda contabilística nas contas individuais e consolidadas da Prisa de aproximadamente 48,5 milhões de euros.

A Prisa recordou que a operação estava condicionada à obtenção de um "waiver" (autorização) de determinados credores financeiros da Prisa, bem como à autorização das autoridades reguladoras portuguesas.

Além dos 64,47% detidos pela Vertix SGPS (da Prisa) e dos 30,22% detidos pela Pluris Investments (do empresário Mário Ferreira), o NCG Banco tem 5,05%, sendo que o capital disperso em bolsa ('free-float') é de 0,26%.

A Media Capital conta com seis canais de televisão e a plataforma digital TVI Player. Além da TVI, canal generalista em sinal aberto, conta com a TVI24, TVI Reality, TVI Ficção, TVI Internacional e TVI África.

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