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Mário Ferreira investe 11 milhões na compra de 3,2% da britânica Saga

O “tubarão” do turismo e detentor de 30,22% da dona da TVI tem vindo a comprar ações da britânica Saga, operadora de cruzeiros - especializada em clientes com mais de 50 anos -e de seguros. “Estou a investir as minhas poupanças em negócios que estão subavaliados…”

Mário Ferreira, presidente da Douro Azul e detentor de 30,22% da dona da TVI. Ricardo Meireles
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"Vou investindo as minhas poupanças, através da minha ‘holding’ pessoal, a Pluris, que ficou hiper capitalizada com a venda de 40% da Mystic Invest aos americanos [no ano passado] -fizemos um encaixe próximo dos 100 milhões de euros, pelo que estou a fazer múltiplos investimentos, no turismo, na imobiliário, nos Media…", confidenciou o empresário Mário Ferreira ao Negócios.

 

E é através da Pluris, detentora de 30,22% da dona da TVI, que Mário Ferreira entrou na Saga, grupo britânico de cruzeiros e seguros, onde já detém uma posição superior a 3%.

 

"Desde o início do ano que tenho vindo a comprar ações da Saga. Tenho agora uma participação de cerca de 3,2% do capital, tendo já investido cerca de 10 milhões de libras (10,85 milhões de euros)", revelou o empresário.

Esta quarta-feira, 16 de setembro, a entrada do empresário português na empresa foi comunicada pela Saga ao regulador do mercado britânico de capitais, onde este tipo de operações é de divulgação obrigatória a partir de tomadas de participações superiores a 3%.

 

A Saga, que é cotada na bolsa de Londres, tem um valor de mercado de 224,5 milhões de libras (243 milhões de euros), pelo que a posição adquirida pelo empresário português está avaliada em cerca de 7,2 milhões de euros.

A Saga, tal como outras cotadas ligadas ao turismo, tem sido fortemente castigada em bolsa devido à queda da procura relacionada com a pandemia. Este ano desvalorizam 35,4% e nas últimas 52 semanas registam uma quebra de 73%. Hoje os títulos seguem a cair 7,9% para 12,9 pence.

A Saga é uma operadora de cruzeiros - "tem dois megapaquetes ‘’novinhos em folha’", realça Ferreira - e de seguros.

"Com o turismo parado, o que tem permitido à empresa faturar é esta sua área de seguros, que é muito interessante", sublinhou o empresário, que também detém, em Portugal, participações relevantes nesta última área de negócio - possui 17% da "broker" SabSeg e 7% da seguradora Caravela.

 

A Saga, que na área dos cruzeiros está especializada em clientes acima dos 50 anos, apresentou prejuízos de 55 milhões de libras nos primeiros seis meses deste ano, tendo anunciado recentemente a intenção de avançar com um aumento de capital no valor de 150 milhões de libras, operação que tem como objetivo reduzir o seu endividamento, que no final de junho passado rondava os 650 milhões de libras.

"Como todas as empresas de turismo, a Saga está a passar uma fase difícil, pelo que estou a aproveitar as poupanças que tenho para as poder investir em negócios estratégicos que eu acho que estão, neste momento, subavaliados", explicou Mário Ferreira.

 

"Ainda há pouco tempo, a Saga valia dois biliões de libras - se a empresa voltasse a ter esse valor, a minha posição valeria mais de 60 milhões de libras", contabilizou o empresário.



(Notícia atualizada às 17:48)

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