O Negócios pergunta. Maioria considera ilegítima a ação desencadeada por Trump na Venezuela
O Negócios desafiou os leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre a intervenção dos EUA no país sul-americano, que levou à deposição do Presidente Nicolás Maduro. Eis as conclusões.
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Desde setembro, os EUA tinham vindo a realizar ataques militares contra embarcações no mar das Caraíbas e no Pacífico oriental justificados pela administração Trump como essenciais na luta contra o narcotráfico. Contudo, no sábado, dia 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um “ataque em grande escala” na Venezuela, atacaram Caracas e capturaram Nicolás Maduro. O Presidente da Venezuela e a mulher foram levados para Nova Iorque para serem julgados.
Entretanto, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país e Donald Trump já garantiu que Rodríguez está a cooperar com as autoridades norte-americanas e afastou a realização de eleições no país sul-americano num futuro próximo. Quer Trump, quer o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertaram veementemente Rodríguez para consequências "muito piores" do que as sofridas por Maduro caso a presidente interina não cumpra as diretrizes de Washington.
A administração norte-americana já tinha designado Rodríguez como interlocutora de Caracas ainda antes da sua tomada de posse, à frente da líder da oposição, María Corina Machado, e de Edmundo González Urrutia, o candidato que desafiou Maduro nas polémicas eleições presidenciais de 2024 e que a oposição considera o presidente eleito da Venezuela.
No canal de WhatsApp do Negócios, a maioria dos leitores não concorda com a ação desencadeada pela administração Trump. Entre as 349 respostas obtidas, 187 "discordam totalmente" da sua legitimidade e 24 "discordam". Por outro lado, 109 leitores consideram os atos de Donald Trump no país sul-americano legítimos. Há ainda 31 inquiridos sem opinião.
O Negócios quer saber a opinião dos seus leitores sobre os assuntos mais relevantes da atualidade. Para isso, coloca regularmente questões aos subscritores do canal de WhatsApp.
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