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Santana Lopes eleito presidente do PSD promete continuar projecto do Governo

Pedro Santana Lopes foi eleito presidente do Partido Social Democrata com 98 votos a favor e três contra, e assegurou a continuidade do projecto do Governo, já a pensar na sua eventual nomeação como primeiro-ministro, em substituição do presidente social-

02 de Julho de 2004 às 01:43

Pedro Santana Lopes foi eleito presidente do Partido Social Democrata com 98 votos a favor e três contra, e assegurou a continuidade do projecto do Governo, já a pensar na sua eventual nomeação como primeiro-ministro, em substituição do presidente social-democrata e chefe de Governo cessante, Durão Barroso.

Segundo a agência Lusa, dos 101 conselheiros presentes na reunião do Conselho Nacional do PSD, apenas três votaram contra a eleição do autarca de Lisboa e vice-presidente social-democrata para suceder a Durão Barroso na liderança do partido.

Na terça-feira, Durão Barroso anunciou a sua decisão de abandonar a chefia do Governo para presidir à Comissão Europeia, deixando caminho aberto para Santana Lopes lhe suceder na presidência do PSD.

No seu primeiro discurso como presidente do PSD, Santana prometeu, caso seja convidado a formar Governo, uma «solução política forte» e a continuidade da política iniciada por Durão Barroso em 2002.

«Mudou o líder mas a política é a mesma, com novo estilo», afirmou Santana Lopes, prometendo prosseguir a «política de rigor e equilíbrio das contas públicas e fidelidade pelos compromissos internos e internacionais».

O Conselho Nacional do PSD, órgão máximo do partido entre Congressos, defendeu a manutenção da maioria PSD/CDS no Governo, sem recurso a novas eleições legislativas.

Segunda a Lusa, a dirigente do PSD Manuela Ferreira Leite defendeu quarta-feira a realização de um congresso extraordinário para legitimar o sucessor de Durão Barroso na liderança do partido.

«O discurso de Manuela Ferreira Leite assentou na realização de um congresso extraordinário», afirmaram várias fontes do PSD, referindo-se à intervenção da ministra de Estado e das Finanças na reunião do Conselho Nacional social-democrata, realizada quarta-feira.

«Ela [Manuela Ferreira Leite] disse que era conhecida como a cara da dureza, do sacrifício e da antipatia e que, agora que já se sente a retoma, o responsável pelas Finanças deveria ser outro, deveria ter outra imagem», acrescentaram as mesmas fontes contactadas pela Lusa.

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