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Brasil detém vice-presidente da Facebook

As autoridades brasileiras justificam a prisão preventiva com o reiterado incumprimento de ordens para levantar o sigilo sobre mensagens alegadamente trocadas entre suspeitos de tráfico de droga na aplicação Whatsapp.

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Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 01 de Março de 2016 às 16:31
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O vice-presidente da Facebook para a América Latina foi detido esta terça-feira, 1 de Março, pela Polícia Federal brasileira, a caminho do seu local de trabalho em São Paulo.


A detenção de Diego Dzodan resulta de um mandado de prisão preventiva emitido pela justiça brasileira, depois de a empresa que gere a rede social se ter recusado a quebrar o sigilo da aplicação Whatsapp (que também detém), envolvendo mensagens de pessoas que estão a ser investigadas no país por criminalidade organizada e tráfico de droga.

A comarca de Lagarto, em Sergipe (Nordeste do Brasil) emitiu o mandado, segundo o site G1 da Globo, quatro meses depois de a empresa ter recusado apontar o nome dos utilizadores de uma conta de Whatsapp em que eram trocadas informações sobre tráfico de estupefacientes.

O "reiterado descumprimento de ordens judiciais, de requerimento de informações contidas na página do site Facebook" foi, de acordo com nota da polícia, a razão que justificou a detenção, avança a Exame Brasil. Há dois meses que, pela mesma razão, a empresa viu ser-lhe aplicada uma multa diária de 50 mil reais (11.650 euros), que aumentou há um mês para um milhão de reais (233 mil euros).


Diego Dzodan presta declarações na Superintendência de Polícia Federal em São Paulo "onde permanecerá preso à disposição da Justiça", acrescenta a mesma nota. Há dez meses que o argentino assegura na América Latina a representação do Facebook e do Instagram, depois de ter desempenhado funções semelhantes para a alemã SAP.

A Facebook já considerou entretanto a medida como "extrema e desproporcionada":

"A Facebook esteve e sempre estará disponível para responder a quaisquer questões que as autoridades brasileiras possam ter, disse a empresa em comunicado citado pela Reuters.


Em Dezembro passado, as autoridades brasileiras ordenaram a suspensão por 48 horas o funcionamento da aplicação Whatsapp no país, em retaliação pela não entrega por parte da empresa de informação no âmbito da investigação de um processo-crime a decorrer em São Bernardo do Campo, São Paulo. A suspensão seria levantada ao fim de 12 horas depois de uma providência da Oi, uma das quatro operadoras impedidas de fornecer acesso à aplicação.


(notícia actualizada às 16:52 com mais informação)

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