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Escritórios da rede social de Elon Musk alvo de buscas em França

As buscas acontecem no seguimento de uma investigação sobre o suposto abuso de algoritmos e extração fraudulenta de dados pela X.

Escritórios da rede social de Elon Musk alvos de buscas em França
Escritórios da rede social de Elon Musk alvos de buscas em França Gian Ehrenzeller / Lusa_EPA
12:13

A polícia francesa, em conjunto com a Europol, está a fazer buscas nos escritórios da rede social X, antigo Twitter, de Elon Musk. O Ministério Público de Paris vai ainda convocar, em abril, o magnata que tabém lidera a Tesla para responder a perguntas relacionadas com uma investigação aberta no mês passado sobre o suposto abuso de algoritmos e extração fraudulenta de dados pela empresa.

Em comunicado, a unidade de cibercrime do Ministério Público de Paris informa ainda que vai ampliar o escopo da investigação no seguimento de uma série de queixas sobre o "chatbot" de inteligência artificial do X, Grok. "Nesta fase, a condução desta investigação faz parte de uma abordagem construtiva, com o objetivo final de garantir que a plataforma X cumpra as leis francesas, na medida em que opera no território nacional", explicam as autoridades francesas. 

O Ministério Público de Paris vai poder, assim, investigar a alegada cumplicidade da empresa na difusão de imagens de natureza pornográfica e a violação de direitos de imagem com a criação de "deepfakes" sexualmente explícitos através do Grok - muitas vezes de menores de 18 anos. Além de Musk, também a ex-diretora executiva da X, Linda Yaccarino, foi convocada para responder às perguntas das autoridades no âmbito desta investigação. 

Um estudo recente, citado pelo Politico, estima que o "chatbot" da X tenha produzido até três milhões de imagens pornográficas em apenas onze dias, 23 mil das quais tendo como alvo menores. Além de estar na mira das autoridades francesas, a empresa de Elon Musk é também alvo de uma investigação por parte da Comissão Europeia por alegadas violações das leis europeias - e que pode mesmo culminar na proibição da plataforma no bloco de 27 países. 

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