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Facebook e Instagram avisam que rastreio de atividade ajuda a manter serviços “livres de custos”

Após a chegada da atualização iOS 14.5 aos smartphones, a ferramenta App Tracking Transparency pede aos utilizadores que autorizem ou rejeitem o rastreio de dados para cada aplicação. No Facebook e no Instagram, os avisos explicam aos utilizadores que é através do rastreio de atividade que os serviços podem ser “livres de custos”.

7.º Facebook: 79,80 mil milhões de dólares
Robert Galbraith/Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 03 de Maio de 2021 às 15:01
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Desde a passada segunda-feira, 26 de abril, que está disponível o iOS 14.5 para os smartphones da Apple. Uma das ferramentas principais desta atualização de software é a App Tracking Transparency (ATT), onde é pedido aos utilizadores que dêem autorização ou rejeitem o rastreio de atividade feito por cada uma das aplicações instaladas no iPhone.

O Facebook, empresa que além da maior rede social do mundo é dona do WhatsApp, Instagram e Messenger, tem sido uma das vozes que mais contesta o uso desta ferramenta por parte da Apple - afinal, a principal atividade da empresa de Mark Zuckerberg está ligada à publicidade mobile.

No aviso disponibilizado aos utilizadores no iOS pelas redes sociais Facebook e Instagram, é indicado aos utilizadores que "a informação sobre atividade recebida por parte de outras aplicações e sites é utilizada para apresentar anúncios mais personalizados" ou "apoiar negócios que dependem dos anúncios para chegar a clientes". Mas, como notou o investigador Ashkan Soltani, que partilhou no Twitter este aviso, a tecnológica indica ainda aos utilizadores que o rastreio de atividade "ajuda a manter o Facebook livre de custos". A mesma informação é apresentada no aviso disponibilizado no Instagram.




De acordo com uma publicação no blog oficial do Facebook, a empresa de Mark Zuckerberg descreve este aviso como "um ecrã educacional" para os utilizadores dos dois serviços. Desta forma, a empresa explora uma das possibilidades que a Apple tinha deixado aos programadores: a de inserir mais informação de contexto nos avisos sobre como são usados os dados recolhidos sobre a atividade. 

Na publicação, o Facebook indica que "disponibiliza mais detalhes sobre como usa os dados para anúncios personalizados, assim como as formas como limita o uso de atividade por outras apps ou sites casos as pessoas não ativem esta ferramenta no dispositivo".

Os telefones da Apple contêm nas suas funcionalidades um IDFA - identificador para anunciantes - que permite agregar informação sobre os interesses do dono do equipamento. Até aqui esta funcionalidade podia ser desativada durante algum tempo, através das definições do iPhone, mas com esta atualização iOS 14.5 esta ferramenta passa a estar desativada por defeito. 

O Facebook fez críticas públicas à inclusão desta ferramenta focada na privacidade na atualização de software da Apple, anunciada em junho de 2020. Em janeiro de 2021, numa "earnings call", Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, acusava a Apple de estar a induzir os utilizadores em erro na área da privacidade. Na mesma ocasião, referiu que a Apple estava gradualmente a tornar-se numa "das maiores concorrentes" do Facebook. "A Apple pode dizer que está a fazer isto para ajudar as pessoas, mas estas movimentações claramente alinham com os seus interesses concorrenciais", afirmou Zuckerberg na altura.
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