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Indústria dos videojogos vale milhões e em Portugal há já quase 100 empresas

A indústria dos videojogos vale mais do que a do cinema e música juntas e, só em Portugal, já existem quase cem empresas nesta área, revelaram responsáveis do Lisboa Games Week, que termina este domingo, 8 de Novembro, na FIL.

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08 de Novembro de 2015 às 10:00

Termina este domingo, 8 de Novembro, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, a segunda edição do Lisboa Games Week, onde os visitantes podem assistir ao lançamento de novos jogos, participar em competições ou recordar as velhinhas máquinas que existiam nas salas de jogos dos finais do século passado.

Numa área com cerca de 10 mil metros quadrados, centenas de consolas e computadores apresentam os mais variados jogos disponíveis para todos os que visitem a exposição, que termina domingo à noite.

"Este é o grande evento da indústria dos videojogos, onde se apresentam as grandes ante-estreias e os videojogos que vão ser lançados agora, no natal e até alguns que só irão ser lançados em 2016", contou à Lusa Pedro Silveira, responsável pela organização, acrescentando que ali também se pode conhecer os mais famosos "youtubers" ou descobrir o que andam a fazer os portugueses nesta área.

O Lisboa Games Week é também um espaço onde os mais novos podem encontrar futuras vocações profissionais e conhecer algumas das empresas portuguesas do ramo.

"Neste momento a indústria dos videojogos é a mais lucrativa do entretenimento. É mais lucrativa do que a indústria do cinema e da música, juntos", disse à Lusa Ivan Barroso, o coordenador do espaço da indústria portuguesa, sublinhando que existem quase 100 empresas portuguesas.

Ivan Barroso acredita que Portugal está a viver um novo bom de desenvolvimento de jogos e que este deve ser o produto mais facilmente exportável.

"A maior empresa portuguesa emprega já mais de 100 pessoas", acrescentou, lembrando que para se fazer um jogo são precisos profissionais das mais diversas áreas das artes mas também das ciências.

Além dos programadores e engenheiros, um estúdio de videojogos precisa de designers, artistas, cinematógrafos, guionistas, sonoplastas, atores, modeladores 3D, animadores 2D e 3D, profissionais da área da publicidade e marketing e até advocacia, contou.

Os últimos estudos indicam que em Portugal, o negócio dos videojogos móveis valem já 30 milhões de euros.

No ano passado, cerca de 30 mil pessoas visitaram a primeira edição do Lisboa Games Week e este ano a organização espera crescer e chegar aos 40 ou 50 mil visitantes. 

Para Ivan Barroso, "esta é a indústria de futuro deste milénio".

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