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Lembra-se da Clubhouse? CEO admite que startup cresceu demasiado depressa

A pandemia e o confinamento ajudaram a aplicação Clubhouse a chegar à ribalta, mas o brilho depressa se desvaneceu. O CEO explica que esta procura morna se deve a um crescimento demasiado rápido no arranque da app.

Getty Images
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 14 de Outubro de 2021 às 11:16
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A Clubhouse, a rede social que só funciona por voz, enfrentou um pico de procura durante o segundo confinamento. Mesmo que só estivesse disponível para iOS no início do funcionamento, a app foi descarregada milhões de vezes. No início do ano, à boleia dessa procura, a avaliação da companhia chegou aos 4 mil milhões de dólares.


Em entrevista à Bloomberg, Paul Davison, CEO da Clubhouse, reconhece que a empresa cresceu demasiado depressa. "Acho que crescemos muito, muito rápido no início do ano". E, com a atenção dada à app já mais ténue, o CEO da empresa aponta que o interesse passa agora por "estar num caminho de crescimento estável e gradual".


Segundo Davison, o crescimento rápido do serviço pressionou os sistemas da empresa, acelerando as necessidades de contratação da companhia, que precisou de contratar oito pessoas para resolver as questões nos sistemas.


A Clubhouse foi criada com o intuito de permitir aos utilizadores criar "salas" dedicadas a temas em específico, onde os utilizadores podem juntar-se para falar ou ouvir outras pessoas. A atenção dada à app, que já recebeu diversos investimentos, fez o Twitter e também o Facebook adotar ferramentas com conceitos semelhantes para os seus serviços. 


Só há alguns meses, em maio, é que a aplicação foi disponibilizada para o sistema operativo Android, desenvolvido pela Google. Apesar dos números mais modestos, a empresa indica que teve mais de dez milhões de downloads da aplicação no Android desde então.

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