Microsoft e Meta avançam com cortes de empregos para fazer face a despesas com IA
Do lado da empresa liderada por Satya Nadella, foi apresentado um plano para a reforma antecipada de cerca de 7% da força laboral da empresa nos EUA, ou seja, quase 9 mil trabalhadores. Já em relação à empresa de Mark Zuckerberg, despedimentos ascendem a 8 mil pessoas.
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Depois de já ter despedido mais de 15 mil pessoas no ano passado, a Microsoft está a avançar com planos para a reforma voluntária de milhares dos seus funcionários nos Estados Unidos (EUA). Cerca de 7% da força de trabalho norte-americana da gigante tecnológica estará abrangida neste pacote, valor que representa quase 9 mil empregados do total de 125 mil funcionários que a “big tech” tem atualmente nos EUA. E não é a única a avançar com uma nova redução de pessoal, já que também a Meta, dona do Facebook, planeia reduzir cerca de 10% da sua força laboral, ou seja, perto de 8 mil funcionários.
No que toca à Microsoft, o plano terá sido anunciado aos funcionários nesta quinta-feira, de acordo com um memorando a que a Bloomberg teve acesso. Os trabalhadores elegíveis para esta reforma antecipada incluem os funcionários cujos anos de serviço dados à empresa somados à sua idade totalizem 70 ou mais anos, excluindo, entre outros, alguns cargos de direção, segundo avança a agência de notícias financeiras.
“A nossa esperança é que este programa dê aos elegíveis a opção de dar esse próximo passo nos seus próprios termos, com um generoso apoio da empresa”, lê-se no memorando.
As gigantes tecnológicas têm procurado formas de reduzir as suas despesas, à medida que investem milhares de milhões de dólares na construção da infraestrutura necessária para os seus serviços de inteligência artificial (IA). A Microsoft está a correr contra o tempo para construir centros de dados em todo o mundo. E a redução do número de funcionários tem sido uma abordagem utilizada para poupar dinheiro. Em reação ao anúncio, as ações da Microsoft cederam cerca de 4% na negociação desta quinta-feira, 23 de abril.
A empresa liderada por Satya Nadella avançou com vários despedimentos em massa que têm ocorrido de forma recorrente desde o início de 2023. Outras das empresas que mais investem em IA, como a Oracle e a Meta Platforms, têm realizado cortes igualmente drásticos nas forças laborais ao longo do último ano.
No caso da Meta, liderada por Mark Zuckerberg, a nova redução da força laboral será uma tentativa de aumentar a eficiência e compensar os elevados gastos com IA. A empresa divulgou a medida num memorando enviado aos funcionários nesta quinta-feira e citado pela agência de notícias financeiras, informando que os despedimentos agora anunciados ocorrerão a 20 de maio.
Ao mesmo tempo, sabe-se também que a "big tech" não irá contratar pessoal para 6 mil vagas em aberto que pretendia preencher. E, à semelhança da Microsoft, os investidores reagiram negativamente ao anúncio da Meta, com as ações da cotada a caírem mais de 2%.