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Qual o futuro da Yahoo?

Nasceu como um motor de busca e teve um papel fundamental na revolução da internet. Agora, os activos da Yahoo vão ser vendidos em leilão, cujo prazo para ofertas acaba na segunda-feira.

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Here's How Yahoo's Marissa Mayer Can Salvage Her Legacy
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 16 de Abril de 2016 às 16:00
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Nascida na década 90, durante anos a Yahoo foi uma dos protagonistas da revolução da internet. Superou a chamada "bolha" da internet. Alargou o seu portefólio através de diversas parcerias com rivais como a Google, e de várias aquisições, algumas das quais se revelaram más apostas e conduziram ao declínio da empresa que fez história.

Hoje, está à venda e já despertou o apetite de pelo menos 40 interessados. O Google, o Daily Mail, a Verizon e os fundos Bain Capital Partners e TPG foram alguns dos nomes apontados para avançar com uma proposta de compra até 18 de Abril, o prazo estabelecido pela Yahoo.

A empresa foi fundada em 1994 por David Filo e Jerry Yang, dois jovens engenheiros electrotécnicos da Universidade Stanford. Mas foi em Janeiro de 1995 que entrou para a história da internet com o lançamento oficial do motor de busca Yahoo!.

O modelo de negócio era simples: captar o máximo de audiência para depois cobrar aos anunciantes pela sua presença neste universo. E correu de feição durante algum tempo. Tão bem que passados dois anos, a sua entrada em bolsa rendeu 33,8 milhões de dólares. E apareceu um novo player neste segmento impulsionado pelo Yahoo: a Google.

A febre compradora da empresa, para alargar a sua área de actuação, começou logo em 1997 com a aquisição da Four11's, que detinha um serviço de webmail que depois viria a denominar-se Yahoo!Mail, por 92 milhões de dólares. Nesse mesmo ano compra uma empresa de jogos, para lançar o Yahoo! Games e uma empresa de marketing directo, a Yoyodyne.

O negócio continuava a correr de vento em popa. E em 1999 decide dar um novo passo e comprar a Geocities por nada menos que 5 mil milhões de dólares. Este serviço que impulsionou a proliferação de sites pessoais na década fechou portas 10 anos depois. Um caminho seguido por alguns serviços que a Yahoo foi lançando quer através de aquisições quer através de parcerias com várias tecnológicas como a AOL, BT, Verizon ou Google.

Afinal, o que é a Yahoo?

Para alguns analistas foi precisamente a falta de foco da empresa que a trouxe aos prejuízos que tem hoje. O modelo de negócio ia oscilando entre a aposta no lançamento de produtos tecnológicos e de conteúdos digitais, à semelhança do sector dos media.

Esta crise de identidade fez com que fosse ultrapassada pelos rivais Google e Facebook, empresas que nos seus tempos áureos a Yahoo quis comprar.

Em 2012, quando os maus resultados financeiros já eram visíveis, a Yahoo contratou Marissa Mayer. Na altura, foi apontada como a jovem gestora que levaria a Yahoo de regresso aos velhos tempos.

Porém, Marissa Mayer não conseguiu inverter a tendência e a empresa continuou a perder quota de mercado com as receitas publicitárias a caírem. A pressão dos investidores levou a CEO a avançar com um plano de reestruturação que levou ao despedimento de milhares de trabalhadores e ao encerramento de escritórios fora dos EUA.

Depois de fechar 2015 com prejuízos de 4.435 milhões de dólares, depois de um último trimestre fortemente penalizado pela desvalorização de algumas da suas unidades de negócios, em Fevereiro deste ano a empresa começou à procura de compradores.

O objectivo da Yahoo é vender o seu negócio "core", que inclui o serviço de email, motor de busca e portal de notícias, e ficar essencialmente com a participação de 15% que detém na Alibaba, gigante chinesa de vendas online.

Um passo que despertou o interesse de várias empresas e levou ao alargamento do prazo para a entrega das propostas preliminares de 11 para 18 de Abril.

Segundo a imprensa internacional, a Yahoo terá sido contactada por cerca de 40 potenciais interessados entre os quais Google e Verizon, mais pela vertente tecnológica, e Daily Mail e Time Inc, que estão de olho nos activos de media da empresa norte-americana. Nesta situação, a diversificação de serviços que foi corroendo a empresa transformou-se numa mais-valia.

O futuro da Yahoo vai depender do futuro comprador, que deverá fechar negócio até ao final do primeiro semestre do ano. A separação de activos, mudança de nome ou quaisquer outros planos para a empresa que nos anos 90 revolucionou a internet dependerão assim das propostas que chegarem na segunda-feira à sede do grupo liderado por Marissa Mayer.

A permanência da presidente executiva na Yahoo também é outra incógnita. Mas, segundo a CNN, caso a empresa seja vendida e Marissa Mayer for afastada no cargo, terá direito a 37 milhões de dólares.

A gestora sairá assim sempre a ganhar. Já a Yahoo, terá que esperar para conhecer os novos donos.

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