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Shein campeã no setor. Foi quem ganhou mais quota de mercado em 2024

A rápida reação às tendências e a relação qualidade/preço da gigante chinesa continuam a atrair os consumidores. A moda desportiva lidera a quota do mercado de vestuário, mas Nike recua.

Shein
Shein Europa Press News
19 de Março de 2025 às 15:04

Os consumidores estão mais seletivos sobre onde fazem as suas compras e, mais uma vez, a Shein esteve no top 3 dos favoritos no mercado de vestuário. Aliás, a gigante chinesa de comércio eletrónico registou a maior subida de quota de mercado no ano passado. 

A Shein deverá ter aumentado a quota de mercado para 1,53%, "impulsionada pelos preços ultra-baixos e pela rápida reação às tendências da moda, o que a ajudou a manter-se à frente da concorrência, apesar das críticas contínuas em relação às suas práticas laborais e impacto ambiental", de acordo com os dados revelados pela GlobalData esta quarta-feira, 19 de março. 

Os "players" mais pequenos perderam terreno, ao mesmo tempo que empresas como a Shein oferecem uma melhor relação entre qualidade e preço, aponta o estudo. Aliás, a ascensão da chinesa fez abrandar "a pique" as vendas das concorrentes, como a Boohoo e a Asos, adianta ainda a analista Pippa Stephens. 

O mercado de vestuário continua, no entanto, a ser dominado pela marcas desportivas. É o caso da Nike e da Adidas, que seguem em primeiro e segundo lugar na lista, respetivamente, mas que no ano passado seguiram rumos opostos. 

Após anos de forte aceleração, a quota de mercado da Nike sofreu uma reviravolta em 2024, tendo caído para 2,85%. Apesar de continuar no primeiro lugar do pódio, foi a empresa que mais perdeu gás, "uma vez que ficou para trás em termos de inovação e credenciais de moda", indicam os dados da GlobalData.

Atrás na corrida - ainda que com uma diferença significativa de mais de 1% -, está a Adidas. Após ter registado uma queda notável nas vendas de 2023, a quota de mercado volta a acelerar para 1,79%. Em causa está o reforço da "popularidade das coleções de calçado" da marca. 

A Skechers e a New Balance também devem ter ganho quota, impulsionadas pelo "calçado confortável e versátil", bem como pela "multiplicidade de colaborações populares", refere o estudo. Numa lista de dez empresas, as duas marcas estão em oitava e décima posição, respetivamente. 

A ocupar a quarta posição, a Zara também conseguiu fazer com que a sua quota de mercado crescesse para 1,24%. As lojas físicas espalhadas por todo o mundo e próximas dos consumidores permitem à subsidiária da Inditex "reagir rapidamente às novas tendências". 

A lutar pela atenção dos consumidores dentro do mercado esteve a sua maior rival, a H&M. A sueca perdeu alguma quota de mercado, para os 1,06%. A GlobalData aponta ainda que a empresa tem perdido terreno para a japonesa Uniqlo, que deverá ter aumentado a quota para 0,92%, impulsionada pela expansão "fora de portas" e, assim como a Shein, pela relação qualidade/preço dos produtos. 

Marcas de luxo mais caras resistem

As mudanças chegaram também ao setor do luxo. A Chanel e a Hermès conseguiram aumentar à quota de mercado, já que os compradores "ultrarricos" e, assim, mais resilientes às dificuldades económicas, continuam a sustentar as grandes "players" do mercado.

Em contraciclo, a Gucci, por exemplo, perdeu influência em 2024, isto porque os seus compradores, "que tendem a contar com as suas poupanças para adquirir símbolos de estatuto, foram muito mais afetados, fazendo com que as marcas de luxo mais acessíveis sofressem", realça o relatório.

A italiana parece ainda ter sido pressionada pelas coleções de Sabato De Sarno, diretor criativo da marca que está de saída da empresa. A quota de mercado é agora de 0,38%.

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