Sonae investe na israelo-norte-americana Mesh Security numa ronda de 10 milhões
A Bright Pixel, braço de investimento em capital de risco do grupo liderado por Cláudia Azevedo, participou na ronda de financiamento Série A da startup de cibersegurança.
Após ter feito oito investidas no ano passado, a última das quais na “scaleup” norte-americana de origem israelita Bria, a Bright Pixel Capital (antiga Sonae IM) abriu o novo ano com a entrada noutra empresa israelo-norte-americana.
Com mais de 60 investimentos diretos em todo o mundo, nos segmentos de cibersegurança, tecnologias de retalho e infraestruturas digitais, o braço de investimento em capital de risco da Sonae anunciou esta quarta-feira, 28 de janeiro, que participou na ronda de financiamento Série A de 12 milhões de dólares (mais de 10 milhões de euros) da Mesh Security.
Trata-se de uma startup de cibersegurança que, garante, ajuda grandes organizações a operar e coordenar múltiplos sistemas de segurança num sistema único e integrado.
“Ao longo de mais de 20 anos a trabalhar em cibersegurança, vi sucessivas vagas de excelentes ferramentas a resolver problemas muito específicos: identidade, ‘endpoints’, ‘cloud’ ou dados, mas quase sempre operadas em silos. Sigo a Mesh Security desde 2023 precisamente porque a sua abordagem rompe com esse modelo fragmentado: trata todos os ativos como parte de um único sistema operacional de segurança”, conta Fernando Martins, diretor de investimento na Bright Pixel Capital.
“É essa visão sistémica, aliada a uma capacidade real de execução entre domínios, que nos convenceu de que a Mesh está a atacar um problema estrutural do setor, e não apenas a criar mais uma categoria de produto”, sublinha o mesmo gestor.
Lembrando que, “durante anos, a cibersegurança acumulou ferramentas e dados, mas falhou na forma como tudo isso era operado em conjunto”, Netanel Azoulay, CEO e cofundador da Mesh Security, considera que este investimento “valida” a visão da startup de que “a segurança precisa de funcionar como um sistema único, capaz de reduzir a exposição ao risco de forma contínua e à escala das grandes organizações”.
O capital agora angariado “será utilizado para acelerar o desenvolvimento da plataforma e reforçar a automação, bem como a capacidade da Mesh para analisar riscos e executar respostas de forma inteligente”.
A ronda de investimento foi liderada pela Lobby Capital e contou ainda com a participação da S Ventures, “corporate venture capital” da SentinelOne.
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