Telecomunicações Alexandre Fonseca estranha que “algumas medidas” da Anacom só “impactem” a Altice

Alexandre Fonseca estranha que “algumas medidas” da Anacom só “impactem” a Altice

O presidente executivo da Altice Portugal “teme” que haja mais medidas regulatórias que impactem de forma negativa as contas da operadora. E lamenta que o diálogo com Anacom seja mais por escrito do que “cara a cara”.
Sara Ribeiro 10 de maio de 2019 às 12:11

O presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, confessa ter receio que haja mais medidas regulatórias que impactem de forma negativa os resultados da empresa. "Temo" que haja mudanças na perspetiva regulatória. Essa é a grande incerteza do setor", criticou o responsável num encontro com jornalistas esta sexta-feira no âmbito dos resultados do primeiro trimestre.

Já no início deste ano o gestor tinha alertado que a empresa deverá perder entre 30 a 40 milhões de euros em receitas entre dois exercícios devido a medidas regulatórias relacionadas com "as taxas de terminação, a TDT [Televisão Digital Terrestre] ou os cabos submarinos", exemplificou. No entanto, apesar das "medidas regulatórias desfavoráveis", sublinhou que os resultados do primeiro trimestre "mostram um crescimento sustentando", que poderia ser maior "se não fosse este ambiente [regulatório] ", atirou.

Alexandre Fonseca confessou ainda que estranha o fato de algumas decisões da Anacom impactarem apenas a antiga PT. Não deixa de ser estranho que haja algumas medidas que só nos impactam a nós", criticou. Confrontado com o fato de a Altice Portugal ser a herdeira da incumbente PT, e por isso ter um maior rol de serviços e infraestruturas para serem alvo de medidas regulatórias, o gestor respondeu que se trata de "uma herança que foi comprada pela Altice".Ou seja, integrou a operação de compra.

Questionado sobre se tem havido conversações com o regulador, referiu que têm "dialogado muito por escrito e pouco cara a cara".




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