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Altice: arranque do 5G “depende do regulador e não dos operadores”

O presidente executivo da Altice Portugal diz que “tendo em conta os atrasos sucessivos da Anacom”, não será antes de "seis a nove semanas” que será possível arrancar com os serviços de 5G. A questão agora, afirma, não está na mão dos operadores.

Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 29 de Outubro de 2021 às 11:49
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O regulamento dos serviços de comunicações de quinta geração, 5G, "deixa muito claro que segue-se agora uma etapa que depende exclusivamente do regulador, Anacom, para o processo administrativo que culminará com a atribuição dos DUF, os direitos de utilização de frequência", e só depois disso e "de esses títulos estarem atribuídos, será possível avançar com a exploração comercial dos serviços", afirmou esta sexta-feira o presidente executivo da Altice Portugal. E isso, sublinhou "demorará entre seis a  nove semanas segundo as nossas estimativas e olhando para o que tem sido os atrasos da Anacom em processos desta natureza". 


Alexandre Fonseca, que fez uma declaração através da página de Facebook da empresa com um balanço sobre o leilão do 5G, respondia desta forma à declarações do presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que afirmou ontem que o arranque do 5G  "depende dos operadores", não avançando com uma data para a comercialização das ofertas.


"Desengane-se quem ontem ouviu algo de quem talvez só por má fé ou desinformação afirmou que depende dos operadores o arranque dos serviços 5G em Portugal. É falso e a melhor forma é consultarmos o regulamento", declarou o presidente da Altice, reforçando que  "não depende dos operadores, depende do regulador o arranque destes serviços". 


A Altice adquiriu 12 lotes e 104 megahertz de espectro, num investimento de 125 milhões de euros. "Todos os muito ambiciosos objetivos que a Altice Portugal tinha para este leilão foram amplamente atingidos" e o leilão "termina com um sucesso relativamente à nossa estratégia", sublinhou Alexandre Fonseca. "Segue-se agora uma fase de implementação das redes que vão levar os serviços aos cliente. Estamos prontos. Temos várias centenas de antenas e de sites prontos a levar os nossos serviços aos nossos clientes", garantiu. 


O líder da Altice Portugal deixou ainda algumas perguntas ao regulador: "Passadas estas 48 horas sobre o encerramento do leilão. Há ainda faixas de espectro que não foram atribuídas", na medida em que ninguém licitou. Ora, questiona, Como é possível um país como Portugal dar-se ao luxo de deitar borda fora um conjunto de frequências que são decisivas? Qual o comentário do regulador sobre isto e o que vai acontecer a este espectro? Vamos desperdiçá-los? Vai ficar por atribuir?"

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