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PwC sugere que BES omitiu informação à PT sobre situação financeira da Rioforte

Em Janeiro de 2014 a Rioforte passa a controlar o ESFG e em Fevereiro de 2014 a PT passa a investir na Rioforte. Ricardo Salgado sabia que esta operação tinha um forte impacto negativo na Rioforte mas nada disse ao administrador financeiro da PT quando lhe foi apresentar esta "holding".

Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Janeiro de 2015 às 07:00
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A auditoria conduzida pela PwC aos financiamentos da Portugal Telecom a empresas do Grupo Espírito Santo sugere que o Banco Espírito Santo e Ricardo Salgado terão escondido informação à PT sobre a situação financeira da Rioforte.

 

Na cronologia com as conclusões da auditoria, a PwC relata que a 27 de Novembro de 2014, já depois do incumprimento da Rioforte, é apresentado ao conselho de administração da PT SGPS uma análise financeira onde é assumido que a "integração da ESFG na Rio Forte teve um impacto negativo no valor da mesma que se cifra entre 1.600 e 1.900 milhões de euros".

 

Contudo, "existem indícios de que esse impacto era do conhecimento da entidade comercializadora (BES) à data da primeira subscrição pela PT SGPS de papel comercial emitido pela Rioforte". A PwC sugere assim que o BES sabia qual era a situação financeira da Rioforte, mas omitiu essa informação à PT.

 

Foi em Fevereiro de 2014 que a PT subscreveu títulos de dívida da Rioforte. Poucos dias depois de ter decorrido uma reunião em que Ricardo Salgado, então presidente do BES, teve a iniciativa de apresentar a Rioforte ao CFO da PT SGPS, Luís Pacheco de Melo.

 

"Terá sido explicado que o Grupo PT deveria passar a investir em papel comercial emitido pela Rio

Existem indícios de que esse impacto era do conhecimento da entidade comercializadora (BES) à data da primeira subscrição pela PT SGPS de papel comercial emitido pela Rioforte.
 
PwC

Forte, em detrimento de títulos emitidos pela ESI", refere a PwC, acrescentando que "foi entregue uma apresentação sobre a restruturação do GES, que era omissa quanto aos efeitos das operações (…) na situação financeira da Rioforte".

 

Essas operações ocorreram no final de 2013 e resultaram em forte prejuízo para a Rioforte, uma vez que esta "holding" passou a controlar o ESFG.

 

Foi a 31 de Dezembro de 2013 que a Rioforte comprou a ES Irmãos, que por sua vez concentra 10,03% da ESFG. A 22 de Janeiro de 2014 foi concretizada "a aquisição por parte da Rioforte do controlo da ESFG, em execução de contrato particular celebrado a 31 de Dezembro de 2013".

 

Foi a aquisição deste controlo do ESFG que, já em Novembro de 2014, a PT viria a saber que teve um impacto negativo "entre 1.600 e 1.900 milhões de euros" na Rioforte. Um valor que quase duplica o montante que a Rioforte não pagou à PT.

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