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Softbank admite IPO da Arm depois de venda falhada à Nvidia

Depois da compra falhada pela Nvidia, Softbank admite IPO da Arm até março de 2023. O presidente da empresa de microprocessadores, Rene Haas, sobe a CEO. Conglomerado tecnológico japonês ganha 1,25 mil milhões de dólares pela desistência do negócio.

7 - O SoftBank é responsável pela sétima maior operação: 31,6 mil milhões pelo ARM
Negócios jng@negocios.pt 08 de Fevereiro de 2022 às 12:42
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O conglomerado tecnológico japonês Softbank admite avançar com uma Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da Arm, depois da norte-americana Nvidia ter desistido da compra da empresa de microprocessadores devido à forte oposição dos reguladores, avança a Bloomberg.

A Softbank admite tornar a Arm pública, lançando uma IPO nos Estados Unidos, no ano fiscal que termina em março de 2023. Além disso, o presidente da Arm, Rene Haas, vai assumir o cargo de diretor-executivo (CEO), até aqui nas mãos de Simon Segars (que se demitiu). 

O colapso da venda da Arm é o mais recente desafio do fundador do SoftBank Masayoshi Son, que foi atingido por um abrandamento no mercado de tecnologia. O bilionário japonês, que tem investido agressivamente em startups, viu o valor das
participações públicas da Didi e da DoorDash cair. As ações do Softbank caíram 50% face ao pico atingido em março.

A Nvidia anunciou a proposta de aquisição da Arm em setembro de 2020, procurando controlar a tecnologia de chips e microprocessadores que tem sido usada de telefones a equipamento fabril. Mas a transação de 40 mil milhões de dólares enfrentou oposição desde o início. Os próprios clientes da Arm desprezaram a ideia e os reguladores prometeram examminá-la ao pormenor.

A compra sofreu um duro golpe quando a Comissão Federal de Comércio dos EUA abriu um processo para bloquear a transação em dezembro, argumentando que o negócio põe em causa as regras da concorrência e destacando que a operação "daria a uma das maiores companhias de "chips" o controlo de uma empresa na área da tecnologia de computação e designs de que as empresas rivais dependem para desenvolver os seus próprios "chips" concorrentes".

O acordo também precisava de aprovação na União Europeia e na China, bem como no Reino Unido, onde a Arm está sediada - nenhum dos quais parecia pronto para concluir a transação.

Os dois lados concordaram em encerrar o acordo por causa de "desafios regulatórios significativos que impedem a transação, apesar dos esforços de boa fé das partes", disse o SoftBank em comunicado.

Com a rescisão do acordo, o SoftBank ganha 1,25 mil milhões de euros da taxa de desistência. 
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