Presidente da CP anuncia investimento de 170 milhões e desdramatiza cativações

"A CP tem vindo a crescer em termos de passageiros transportados. Procura não falta, o que falta é material circulante para responder à procura", revelou Carlos Nogueira.
Lusa
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Pedro Curvelo 04 de setembro de 2018 às 16:23

O presidente da CP – Comboios de Portugal, Carlos Nogueira, negou esta terça-feira que as cativações aplicadas pelo Ministério das Finanças estejam a ter impacto na actividade operacional da empresa.

Respondendo a uma questão do deputado do PSD Carlos Silva, o responsável da empresa pública defendeu que "as cativações e descativações" são um "não tema". "A vida da CP é demonstrar periodicamente à tutela financeira que é preciso descativar. E isso tem corrido bem", reforçou.

Carlos Nogueira, na intervenção inicial, responsabilizou os sucessivos governos pelo estado a que chegou o sector ferroviário, quer nas infra-estruturas quer no material circulante. "Houve uma aposta dos vários governos no modo rodoviário e no transporte individual. Assistiu-se a um abandono de décadas ao nível do investimento", argumentou.

"Ainda assim", salientou, "a CP tem vindo a crescer em termos de passageiros transportados. Procura não falta, o que falta é material circulante para responder à procura", revelou.

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CP quer comprar 22 comboios

Carlos Nogueira indicou ainda que a CP apresentou ao Governo "um plano de investimento de 170 milhões de euros, que aguarda aprovação, para comprar 22 unidades para o serviço regional, 12 unidades híbridas e 10 eléctricas". "Tudo para o serviço regional", precisou, alertando que, na melhor das hipóteses, "o primeiro comboio poderá chegar em 2023".

Até à chegada dos comboios a adquirir, a solução passa por reforçar o aluguer à Renfe, referiu o responsável da CP. "Temos 20 unidades alugadas há longo tempo à Renfe. Temos também o sud-express alugado à Renfe, as carruagens são alugadas à Renfe e isso custa à CP dois milhões de euros por ano. As outras custam sete milhões. São nove milhões de euros por ano", sublinhou.

"Vamos ampliar a parceria e ontem (segunda-feira) assinámos novo protocolo para quatro novas unidades diesel, que precisam de grandes reparações, e que começam a chegar no início do próximo ano. Temos também no próximo ano, uma unidade eléctrica de alta velocidade alugada à Renfe. E em 2020 teremos mais seis unidades eléctricas para reforçarmos a oferta no alfa pendular e intercidades", detalhou.

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