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Acabaram os preços baixos na aviação, prevê a GlobalData

Consultora britânica prevê que, além da Ryanair, outras companhias 'low cost' também vão aumentar os preços das tarifas e que, de futuro, vai haver redução no número de viagens internacionais.

Tribunal diz que ajudas à aviação respeitaram a lei da União.
Jason Cairnduff/Reuters
Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 12 de Agosto de 2022 às 15:33
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Acabou a era dos preços baixos na aviação, prevê a consultora britânica GlobalData, que diz ainda que, de futuro, vai cair o número de viagens internacionais.


Este cenário resulta da decisão generalizada das companhias, que aumentaram os preços das tarifas de avião para combater a subida do valor do jet fuel desde o início da guerra na Ucrânia. Prática que chegou agora às 'low cost', com o presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary a avisar, em entrevista à BBC Radio 4, que acabaram as tarifas promocionais "de 0,99 euros, mesmo as de 9,99 euros", frisando que "não vamos ver tarifas assim nos próximos anos".


"As companhias aéreas de baixo custo, como a Ryanair, permitiram que mais e mais pessoas viajassem para o exterior. No entanto, o aumento dos preços dos bilhetes só agravará a atual crise do custo de vida, e aqueles que já estão a ter dificuldade podem ser excluídos do mercado das viagens", diz, em comunicado, Benedict Bradley, analista da GlobalData.


O consultor alerta ainda que a crise dos preços já está a pressionar o mercado das viagens internacionais, agravando a crise no setor que se arrasta desde a pandemia. Por isso, "não é de estranhar que se venha a assistir a um crescimento das viagens domésticas, enquanto as viagens internacionais vão ser pressionadas pelos cancelamentos", acrescenta ainda Benedict Bradley, frisando que "viajar pode ser a primeira coisa a deixar cair para aliviar o aumento das despesas" das famílias.


Também o analista Keir Maclean, da GlobalData, diz que "o aumento nas tarifas está a ser impulsionado por uma subida dramática dos custos do combustível", frisando que desde o início deste ano, "o preço do combustível de aviação aumentou 90%".


"A Ryanair é a primeira companhia aérea de baixo custo a declarar publicamente o fim dos voos super low-cost. No entanto, a inflação do preço do combustível não é uma realidade exclusiva da Ryanair e os custos vão aumentar de forma generalizada em todo o setor, provocando um impacto negativo, não apenas a Ryanair, mas também em concorrentes como easyJet e a Wizz Air. Esta não é uma boa notícia para os turistas", avisa Keir Maclean.

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