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Fernando Pinto: "TAP tem de dar passo atrás"

O CEO da companhia aérea explica, numa mensagem aos trabalhadores, que a empresa tem de se reajustar no imediato para crescer no futuro. Um trabalho "indispensável, independemente da privatização".

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 12 de Maio de 2015 às 19:30
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Terminada a greve de dez dias dos pilotos, o presidente executivo da TAP avisou esta terça-feira, numa mensagem aos trabalhadores da companhia a que o Negócios teve acesso, que a principal tarefa, no imediato, "passa por reajustar a empresa à sua adequada dimensão" Um trabalho, diz Fernando Pinto, que "é indispensável, independentemente do processo de privatização em curso".


"A TAP dispõe de um conjunto de profissionais de alto nível que dá garantias de que, no curto prazo, será possível construirmos um plano que corresponda às necessidades actuais que se traduzem numa expressão simples: dar um passo atrás para, em seguida, dar dois em frente", afirma Fernando Pinto. Na mensagem, frisa ainda que a "difícil situação vivida pela empresa exige que parem os sinais de instabilidade que continuam a ser dados ao mercado", apelando aos trabalhadores para que se concentrem em "salvaguardar o futuro da TAP".


O CEO recorda  que a concorrência, na maioria dos mercados da empresa, "aumentou extraordinariamente", com "as companhias tradicionais a responder às 'low cost' com as mesmas armas, provocando uma significativa baixa da tarifa média". No entanto, reconhece, "os problemas vividos no Verão de 2014 fizeram-nos desviar a atenção do mercado, atrasando a nossa resposta".

 

A difícil situação vivida pela empresa exige que parem
os sinais de instabilidade. 
Fernando Pinto
Presidente executivo da TAP


Para Fernando Pinto, a greve de 1 a 10 de Maio voltou a colocar a empresa "no centro das atenções pelas piores razões, afectando a imagem da empresa e a sua credibilidade".


O Governo pediu à administração da TAP que na próxima semana lhe entregue um plano para mitigar os efeitos na tesouraria que a greve de dez dias convocada pelo sindicato dos pilotos veio agravar. De acordo com o Executivo, a paralisação teve um impacto de 25 milhões de euros nas receitas da TAP, a que se somaram outros 10 milhões em custos com dormidas, refeições e outras despesas de encaminhamento. 

 
Tome nota
TAP prepara plano para mitigar impacto da greve
Quer por via de um planeamento comercial mais agressivo, quer de uma redução de custos, a TAP prepara medidas para reagir de imediato aos problemas de tesouraria agravados pela greve.
 

1. A administração da TAP foi encarregue pelo Governo de apresentar na próxima semana um plano que permita minimizar as dificuldades de tesouraria que foram agravadas pela greve de dez dias dos pilotos, a qual teve um impacto de 35 milhões de euros.

 

2. De acordo com o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, as propostas que serão apresentadas pela administração da TAP serão quer por via de um planeamento comercial mais agressivo, quer por via de uma redução de custos, já que "a actividade não é a mesma que a actividade que TAP tinha antes da greve", disse esta segunda-feira.
 
3. O objectivo do Executivo é que  o plano seja de mitigação do impacto da paralisação, e não um plano de reestruturação. A própria comissão de trabalhadores da TAP adiantou esta terça-feira em comunicado ter-lhe sido garantido no dia 6 pela administração da companhia que "neste momento não existe qualquer processo de reestruturação, e que simplesmente estão a ser estudadas algumas medidas alternativas".

 

4. Na mensagem enviada esta terça-feira aos trabalhadores, Fernando Pinto sublinha que o ajustamento imediato que a TAP tem de fazer é "indispensável, independentemente do processo de privatização em curso". Recorde-se que o prazo para a entrega de propostas à compra de até 66% da empresa termina esta sexta-feira. O Governo tem remetido para esse dia a avaliação do impacto que a greve de dez dias convocada pelo sindicato dos pilotos possa ter tido no interesse de potenciais investidores na empresa.

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