Governo convida Air France-KLM e Lufthansa a avançarem com propostas vinculativas pela TAP
O Governo vai mandatar a Parpública a fazer os convites até 30 de abril. Os dois concorrentes têm depois até ao final de julho para fazer as propostas vinculativas.
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O Governo aprovou, em Conselho de Ministros, a permanência da Air France-KLM e da Lufthansa na corrida pela TAP, e vai convidar os dois grupos para fazerem as respetivas propostas vinculativas. Os convites vão ser feitos, de acordo com Miguel Pinto Luz, até 30 de abril.
"O Governo aprovou uma resolução de Conselho de Ministros a convidar os dois concorrentes que apresentaram ofertas não vinculativas, a Air France-KLM e a Lufthansa, a passarem agora à fase das propostas vinculativas", disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
O responsável das Finanças destaca ainda a "importância estratégica que este processo tem para o país", nomeadamente porque a TAP vai "fazer parte de um grande grupo de aviação civil europeu" no futuro próximo. "Salientar que neste processo, ao contrário de anteriores, estão na corrida duas das três maiores empresas europeias de aviação e grandes players mundiais, e isso mostra a capacidade atrativa da empresa mas também do país", sustenta, recordando também que a "situação financeira, económica e orçamental tem atraído grandes investimentos estrangeiros".
Ministro das Finanças
Por sua vez, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e responsável por tutelar a TAP, vinca o compromisso com os prazos que foram apresentados aquando do arranque do processo, a 10 de julho. "Temos cumprido a celeridade processual, que tanto o mercado atual nos obriga como a obrigatoriedade de podermos dar à TAP um novo fôlego para continuar a crescer", diz o ministro.
Agora, e com os convites a serem enviados aos dois concorrentes até 30 de abril, os "os dois concorrentes serão convidados a apresentar proposta vinculativa nos próximos 90 dias", com estes a terminarem no fim de julho.
Propostas financeiras estão alinhadas
Miguel Pinto Luz adianta ainda que "os dois planos industriais apresentados estão muito próximos, equivalentes, ambiciosos e muito alinhados com os requisitos do caderno de encargos" e com as intenções do Governo.
"O critério de valorização financeira será absolutamente central", sublinhou o responsável da tutela das infraestruturas. Contudo, os dois membros do Governo não apontaram valores, por motivos de confidencialidade do processo, mas o ministro das Infraestruturas diz que "também na dimensão financeira as propostas estão muito equivalentes".
Ministro das Infraestruturas e Habitação
"Na dimensão estratégica, no plano industrial e na proposta financeira, o que deixa o Governo muito confortável com esta dimensão, o que nos diz que a nossa companhia está a ser bem avaliada", sustentou Pinto Luz.
"Ambos os concorrentes têm margem para alterar as propostas e procurar melhorá-las. O processo competitivo reabre-se durante este prazo de apresentação das propostas vinculativas", aponta, por sua vez, Miranda Sarmento, mostrando que nesta próxima etapa os concorrentes se vão ter de se destacar.
Ainda assim, o ministro das Infraestruturas escolheu vincar que não será unicamente pela proposta financeira que se irá escolher um novo dono de uma participação minoritária na TAP. "Não é só uma proposta financeira. Se tendo duas propostas do plano industrial e estratégico muito próximas que cumprem todas as dimensões, a avaliação financeira poderá vir a ter um papel preponderante. Vamos aguardar pelas propostas vinculativas", terminou Pinto Luz.
Notícia atualizada