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Groundforce não paga salários de fevereiro no fim do mês

A companhia de "handling" Groundforce informou os seus trabalhadores que não vai conseguir pagar os salários de fevereiro no fim do mês. A empresa tem sido ajudada pela TAP enquanto espera por um auxílio do Estado, mas a transportadora aérea diz não lhe ser possível conceder agora este auxílio.

Correio da Manhã
Negócios jng@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2021 às 23:41
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Alfredo Casimiro, presidente do conselho de administração da Groundforce Portugal, comunicou esta quinta-feira aos seus funcionários que não conseguirá pagar os salários de fevereiro no devido tempo, esperando conseguir fazê-lo dentro de 15 dias.

"Até ao dia de hoje temos conseguido sobreviver a esta crise de tesouraria com o apoio da TAP, e, portanto, temos conseguido cumprir as obrigações mínimas através de adiantamentos sobre os serviços prestados e a prestar no futuro. Para podermos proceder ao pagamento dos salários deste mês, e apesar dos esforços desenvolvidos até à última hora, o conselho de administração da TAP informou hoje não lhes ser possível conceder este auxílio que, acreditamos, seria o último antes da contratualização do empréstimo bancário com garantia de Estado", explica na carta enviada por email.

"Assim, e aqui chegados, sou obrigado a comunicar quenão estamos em condições de garantir neste momento o pagamento dos salários de fevereiro sem que esteja concluído o processo do empréstimo bancário".

 

E prossegue: "de forma transparente, e usando de alguma prudência, prevemos que esta situação só seja resolvida e desbloqueada nos próximos 15 dias, pelo que, com os elementos que dispomos neste momento, só nessa altura teremos condições de efetuar o pagamento dos vencimentos do mês de fevereiro".

 

Alfredo Casimiro lamenta o conteúdo da carta enviada por email "e o impacto que o mesmo tem na vida pessoal e familiar de cada um dos 2398 trabalhadores da empresa", dizendo esperar uma rápida resolução do problema.

Na missiva, sublinha ainda que a crise da covid-19 "tem tipo um impacto brutal, e inesperado, na vida da Groundforce Portugal assim como em todo o sector da aviação. Estamos a viver tempos de enorme dificuldade, que se refletem fortemente no número de movimentos, no número de passageiros assistidos, na receita da empresa e também nos recebimentos". 

 

"A Administração da Groundforce tem trabalhado sem cessar para que os efeitos desta crise sejam os mais diminutos possíveis, e em especial para evitar que em algum momento estivesse em risco o pagamento dos salários de todos os que trabalham na empresa".

 

Adianta que tem sido feito "um enorme esforço, desde o primeiro dia, na procura de todas as soluções de forma a mitigar os riscos e os efeitos desta crise. Em concreto, temos vindo a trabalhar incansavelmente desde março de 2020 com as entidades competentes, culminando com uma reunião com o Senhor Ministro das Infraestruturas e Habitação, no dia 22 de julho de 2020, de forma a conseguir um aval de Estado como garantia a um empréstimo bancário que dotea nossa tesouraria dos recursos básicos para ultrapassar estes tempos de dificuldade".

 

"Devo reconhecer que desde o primeiro momento obtivemos por parte do Senhor Ministro Pedro Nuno Santos o compromisso e apoio no sentido de viabilizar a referida garantia ao empréstimo. A Groundforce, entretanto, disponibilizou toda a documentação e informação solicitada por parte das entidades públicas, e o processo – tanto quanto nos é dado a saber – está neste momento em apreciação no Ministério das Finanças", explica ainda Alfredo Casimiro.


(atualizada às 00:03 de 26 de fevereiro)

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