Montenegro considera que propostas da Air France e Lufthansa são "sinal de valorização económica" da TAP
O primeiro-ministro está confiante nas propostas vinculativas que possam chegar pela TAP, admitindo que as ofertas não vinculativas tiveram em atenção tudo o que foi pedido no caderno de encargos.
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O primeiro-ministro português considera que as duas propostas que chegaram da Air France-KLM e da Lufthansa evidenciam o interesse estratégico que a TAP possa ter num grupo e que estas dão "um sinal positivo do ponto de vista da valorização económica" da TAP. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, admitiu esta quinta-feira, após reunião do Conselho de Ministros, que as propostas dos dois candidatos estão "muito alinhadas".
Luís Montenegro adianta ainda, à chegada a Agia Napa, no Chipre, que "aquilo que foi objeto das propostas não vinculativas abre a esperança de que podemos vir a ter boas propostas, que salvaguardam o interesse estratégico de Portugal, a manutenção da operação da TAP, do 'hub' da TAP em Lisboa, a manutenção da operação de mais aeroportos nacionais, quer o Porto, quer Faro, quer as regiões autónomas, a evolução mesmo em termos de novas rotas que a inclusão em dois grandes grupos pode proporcionar".
Agora, como destacou, os dois grupos europeus vão "ter a oportunidade de fazer as diligências para fazer uma proposta final". É, tal como disse o responsável da tutela, nesta fase que vão ter acesso a informação completa e confidencial da companhia, que lhes irá dar uma base para apresentarem uma proposta financeira em euros.
"Há um sinal positivo do ponto de vista da valorização económica da empresa", diz Luís Montenegro, reconhecendo, ainda assim, que as condições atuais do setor não são "as mais favoráveis, dada a incerteza que temos diante de nós para os próximos meses". Esta avaliação positiva também já tinha sido destacada mais cedo por Pinto Luz: "As propostas estão muito equivalentes na dimensão estratégica, no plano industrial e na proposta financeira, o que deixa o Governo muito confortável com esta dimensão, o que nos diz que a nossa companhia está a ser bem avaliada".
Primeiro-ministro
Questionado sobre o panorama, o primeiro-ministro mostra-se alinhado com a sua equipa. "O processo está em curso. É a minha convicção de que é compatível e conciliável nos prazos que estipulámos para poderem, sem prejuízo, cumprir os nossos objetivos". Miguel Pinto Luz apontou que vai colocar a Parpública a trabalhar durante o mês de agosto para fechar a venda o quanto antes, prevendo que tal aconteça até ao fim de setembro.
Relativamente a uma potencial crise no setor do turismo, derivada do impacto do aumento do preço dos combustíveis, por causa do bloqueio do estreito de Ormuz, Luís Montenegro assume que existe a informação "de não haver perturbação na economia turística nos próximos meses", ainda que reconheça que a situação é volátil. "Vamos continuar atentos e interventivos para dar previsibilidade e menos incerteza ao panorama que temos à frente", vinca o primeiro-ministro.