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Pedro Nuno Santos: "A música agora é outra na TAP"

O ministro das Infraestruturas garante que qualquer intervenção na TAP implicará que o Estado "acompanhe todas as decisões que são tomadas com impacto na vida da empresa". Disse ainda que "a TAP sem intervenção pública não tem qualquer possibilidade de sobreviver”.  

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 29 de Abril de 2020 às 10:43
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O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou esta quarta-feira no Parlamento que desde o primeiro momento em que Estado intervenha na TAP terá consequências.

 

"Qualquer intervenção do Estado na TAP implicará que o Estado acompanhe todas as decisões que são tomadas com impacto na vida da empresa", afirmou o responsável na Comissão de Economia Inovação, Obras Públicas e Habitação. "A música agora é outra na TAP", disse, deixando claro que o Estado pretende vir a ter um papel na comissão executiva, que atualmente integra apenas elementos ligados ao acionista privado Atlantic Gateway.

 

"É bom que estejamos conscientes que a missão é salvar a TAP e não nenhum acionista em particular", disse Pedro Nuno santos.

 

"Estamos interessados que parceiros nos acompanhem na intervenção na empresa. Se não acompanharem, o Estado não deixará cair a empresa. Mas isso terá consequências na relação societária", frisou, acrescentando que "terá consequências no momento zero em que decidirmos intervir".

 

O ministro garantiu que "em nenhum momento se equacionou a possibilidade de deixar cair a TAP, que ela se extinga ou corra risco de desaparacer".

 

Segundo disse, "o Estado está a acompanhar a situação tremendamente difícil da TAP e a estudar diferentes alternativas de intervenção" e a "discutir o seu futuro de acordo com interesse nacional, e não de qualquer interesse particular".

 

Sobre as propostas apresentadas pela comissão executiva da companhia, Pedro Nuno Santos disse que as diferentes alternativas estão a ser estudadas,sendo certo que será uma "intervenção de elevadíssima dimensão".

 

"A TAP sem intervenção pública não tem qualquer possibilidade de sobreviver", disse.

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