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Presidente da República, primeiro-ministro e diretor do SIS com dados pessoais expostos na internet

Entre a lista de clientes da TAP que viram os dados violados e divulgados na internet pelo grupo Ragnar Locker, estão ainda vários membros do Governo, deputados e ex-deputados e altos dirigentes das forças e serviços de segurança.

Rui Ochoa/Presidência da República
Negócios jng@negocios.pt 23 de Setembro de 2022 às 13:25
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Os dados pessoais do Presidente da República, do primeiro-ministro, António Costa, e do diretor do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Adélio Neiva Cruz, estão na lista das informações expostas na internet pelo grupo de piratas informáticos Ragnar Locker, que atacou a TAP.  


De acordo com o Expresso, há vários membros do Governo, políticos e altos responsáveis das forças e serviços de segurança que viram os dados pessoais - nome, nacionalidade, sexo, data de nascimento, morada, e-mail, contacto telefónico, data de registo de cliente e número de passageiro frequente – expostos no início desta semana.

Numa nota publicada ná página da Presidência da República lê-se que Marcelo rebelo de Sousa teve conhecimento da divulgação dos dados pessoais "por um cidadão que a eles tivera acesso". Na mesma nota, Belém diz foram tomadas "algumas precauções quanto ao único dado que não era generalizadamente conhecido: o endereço digital". Os restantes dados divulgads pelos piratas informáticos, nome completo, data de nascimento e residência já eram conhecidos.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa, do primeiro ministro e do diretor do SIS constam ainda da lista o comandante-geral da GNR, Rui Clero, o líder do Chega, André Ventura, os dados de deputados e ex-deputados, como Edite Estrela, Jamila Madeira, Joana Mortágua, José Cesário, José Silvano, Paulo Portas, Alexandre Quintanilha ou Susana Amador. O Expresso escreve ainda que há ainda uma lista com 294 e-mails expostos com o domínio gov.pt, usada por membros do Executivo ou por funcionários dos gabinetes.


De acordo com o Expresso, no caso de Costa, foi tornada pública uma morada antiga, mas não o número de telemóvel, apenas o e-mail de uma colaboradora do seu gabinete. Já André Ventura viu o seu número pessoal e e-mail expostos, mas não o endereço de casa. Quanto a Neiva da Cruz e Rui Clero, ficaram públicos a morada, o número de telemóvel e o e-mail.


O jornal semanário escreve ainda que o número de dados violados não chegará aos 1,5 milhões de clientes da companhia, tendo em conta que há muitos nomes repetidos.


Notícia atualizada às 13:25 com a inclusão de Marcelo Rebelo de Sousa e a nota da Presidência da República

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