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CEO da TAP pede “sinceras desculpas” aos clientes que viram os dados pessoais violados

Gestora diz que a companhia não "está disposta a negociar" nem "a recompensar estes comportamentos" pedido o apoio dos 1,5 milhão de clientes que viram divulgados os dados pessoais pelo grupo Ragnar Locker.

Christine Ourmières-Widener CEO da TAP
Christine Ourmières-Widener CEO da TAP Mariline Alves
21 de Setembro de 2022 às 19:27

A presidente da comissão executiva da TAP divulgou um vídeo a pedir "sinceras desculpas" aos 1,5 milhão de clientes que viram os seus dados pessoais divulgados na internet pelo grupo Ragnar Locker e garante que a empresa "não está disposta a negociar" com os piratas informáticos. Esta terá sido uma das maiores violações de dados em Portugal.

"Infelizmente os hackers conseguiram descarregar alguns dados do nosso servidor protegido. O ataque dirigia-se a nós mas, atingiram também vocês, os nossos clientes", assumiu Christine Ourmiéres-Widener sublinhando que "não estamos dispostos a negociar" nem "a recompensar este comportamento" e "esperamos que nos apoiem nesta atitude ética".

"Aceitem as nossas sinceras desculpas por qualquer inconveniência que isto vos esteja a causar", disse a CEO da TAP no vídeo.

A gestora aproveitou ainda para frisar que a companhia está a "reforçar ativamente" as "medidas de segurança e de proteção de dados" para continuar a ser "merecedora da vossa confiança".

A TAP foi alvo de ataque informático a 26 de agosto e a 13 de setembro, os piratas informáticos publicaram ficheiros com dados pessoais de 115 mil clientes da companhia, avançou na altura o Público. No início desta semana, o Expresso revelou que tinham sido publicados os dados de 1,5 milhões de clientes e alguns documentos confidenciais da TAP, entre os quais acordos com várias empresas e relações com outras companhias de aviação.

O grupo Ragnar Locker - que também já atacou a EDP - disse ainda que continua a ter acesso remoto aos sistemas da TAP.

Entre os dados pessoais divulgados estão tabelas com moradas, números de telefone e nomes de clientes. A fuga de dados apresenta ainda documentos de identificação de pessoas que aparentam ser profissionais ou parceiros da TAP.

Segundo o Público, na base de dados constam pelo menos 19 clientes da TAP que se registaram com um email com o domínio "gov.pt", utilizado por membros governamentais. A grande maioria, escreve o jornal, pertence aos governos regionais da Madeira e Açores. Entre os ficheiros, há ainda endereços eletrónicos de entidades governamentais de outros países.

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