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Rui Moreira: "O aeroporto do Porto é um 'hub' da Ryanair", não da TAP

O presidente da Câmara Municipal do Porto quer que a companhia portuguesa volte a definir o aeroporto Francisco Sá Carneiro como um centro estratégico da sua operação. "Não existe 'hub' no Porto", lamentou.

Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto
Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto Bruno Colaço / Correio da Manhã
08 de Fevereiro de 2016 às 11:48

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, considerou esta segunda-feira, 8 de Fevereiro, que o aeroporto Francisco Sá Carneiro não constitui um centro estratégico para a operação da TAP e espera "um sinal" de mudança nesse sentido.

"O aeroporto do Porto é um ‘hub’ [plataforma giratória] da Ryanair", posicionou o autarca durante uma conferência de imprensa. Deste modo, Rui Moreira quis demonstrar o desinvestimento da TAP na cidade.

"Temos de parar a drenagem [no aeroporto Francisco Sá Carneiro]", apelou, recordando que esse cenário também se verifica em Faro, Funchal e Ponta Delgada.

Recentemente, a companhia portuguesa anunciou o corte de rotas entre a cidade Invicta e Bruxelas, Milão, Roma e Barcelona. É essa decisão dos privados do consórcio Atlantic Gateway, formado por Humberto Pedrosa e David Neeleman, que o autarca espera ver agora anulada com a reconfiguração da privatização fechada este fim-de-semana.

"A primeira condição para que haja um ‘hub’ no Porto é não perdermos aquilo que temos", garantiu Rui Moreira aos jornalistas. Além desta redução de rotas, o autarca informou da intenção da TAP em eliminar o voo nocturno entre o Porto e Gatwick, em Londres.

O político considerou que "não existe ‘hub’ da TAP no Porto" como se assistiu no passado. "A TAP, se quer ser um parceiro estratégico do país, isso implica que continue a prestar um serviço público", acrescentou.

Este fim-de-semana, Governo e Atlantic Gateway fecharam um acordo para que o Estado volte a ter 50% da empresa. Pedrosa e Neeleman ficam com 45% da transportadora, recebendo 1,9 milhões de euros por esta redução face aos 61% com que fecharam acordo em Junho de 2015.

O primeiro-ministro António Costa já garantiu que o Governo actuará "a nível estratégico" e não na gestão quotidiana da empresa, embora tenha admitido margem para intervir sobre a manutenção do ‘hub’ no Porto.

Questionado sobre uma eventual reversão na decisão de eliminar quatro rotas a partir do Porto, o ministro do Planeamento e Infra-estruturas não foi tão categórico. Pedro Marques considerou que essa é uma opção que cabe a quem gere a empresa.

tome nota

Porto à procura de soluções Apesar de batalhar nesta frente da TAP, o Porto está à procura de soluções. Esta segunda-feira, 8 de Fevereiro, em declarações à Antena 1, o presidente da Asssociação Comercial do Porto, Nuno Botelho, deu conta da existência de conversas com a Lufthansa, Swissair e Turkish Airlines.

A mesma associação já tinha criticado o acordo alcançado entre o Governo e o consórcio Atlantic Gateway, classificando-o como uma "parceria público-privada" de consequências "preocupantes" para o Norte, uma vez que a mesma não garante o serviço público na região.

O presidente da Câmara adiantou, entretanto, que têm sido feitos contactos "com outros operadores para repor as ligações" que foram canceladas.

No seu site, a autarquia deu ainda conta do "desinvestimento" da TAP na cidade. "Actualmente, há apenas 16 rotas exploradas pela TAP a partir do Porto e, com o desaparecimento das quatro que o Governo anunciou ficarão a existir apenas 12, contra perto de uma centena a partir de Lisboa".

A Câmara do Porto referiu ainda que a "TAP transporta para Lisboa três milhões de passageiros que não querem ir para Lisboa", referindo-se aos passageiros em trânsito, que passam pelo aeroporto da Portela.  "Muitos deles têm como destino o Porto e enchem os 49 voos semanais da companhia portuguesa para a Invicta, bem como os 21 da Ryanair", explicou. 

A mesma associação já tinha criticado o acordo alcançado entre o Governo e o consórcio Atlantic Gateway, classificando-o como uma "parceria público-privada" de consequências "preocupantes" para o Norte, uma vez que a mesma não garante o serviço público na região.

O presidente da Câmara adiantou, entretanto, que têm sido feitos contactos "com outros operadores para repor as ligações" que foram canceladas.

No seu site, a autarquia deu ainda conta do "desinvestimento" da TAP na cidade. "Actualmente, há apenas 16 rotas exploradas pela TAP a partir do Porto e, com o desaparecimento das quatro que o Governo anunciou ficarão a existir apenas 12, contra perto de uma centena a partir de Lisboa".

(Notícia actualizada às 13:35 com mais informação)

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