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Contrato de compra de novas carruagens do metro de Lisboa já pode avançar

O Metropolitano foi notificado esta quarta-feira que o agrupamento Thales e CRRC Tangshan desistiu dos processos de impugnação do concurso ganho pela Stadler e Siemens para a comporá de 42 novas carruagens e irá submeter agora o contrato ao Tribunal de Contas.  

Lusa
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 19 de Novembro de 2020 às 11:14
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O Metropolitano de Lisboa foi notificado esta quarta-feira, 18 de novembro, pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa que o agrupamento da Thales e CRRC Tangshan desistiu dos processos de impugnação do concurso para o fornecimento de novas carruagens, que foi ganho pelo consórcio da Stadler e Siemens.


Em comunicado, a empresa pública garante que "dará de imediato sequência ao contrato, assinado a 8 de fevereiro último, relativo à aquisição de um novo sistema de sinalização ferroviária e à aquisição de 14 novas unidades triplas (42 carruagens)", celebrado com agrupamento Stadler Rail Valencia e Siemens Mobility pelo valor de 114,5 milhões de euros, fazendo a sua submissão a visto prévio do Tribunal de Contas".

O fornecimento das novas carruagens terá entregas faseadas, sendo que o plano de trabalhos da proposta prevê agora que a primeira unidade tripla (3 carruagens) seja entregue no segundo semestre de 2022, enquanto a 14.ª e última unidade está prevista para o final de 2023.

 

Foi a 12 de fevereiro último que o Metro de Lisboa foi notificado da ação de impugnação intentada pelo agrupamento Thales/CRRC Tangshan, o que nos termos da lei determinou a suspensão automática dos efeitos da adjudicação do contrato, parando assim o processo de aquisição que já estava em curso.

A empresa salienta ainda ter contestado "oportunamente os processos que lhe foram movidos, considerando que os mesmos não tinham qualquer fundamento e que não se verificava qualquer ilegalidade no concurso em causa".


"A aquisição de 14 novas unidades triplas vai melhorar a oferta de comboios e serviço do Metro de Lisboa, permitindo mais conforto e acessibilidade para os clientes, bem como um sistema de comunicação com os clientes que vai permitir informação variável e flexível e sistemas de segurança e vídeo vigilância mais modernos", refere na mesma nota.

 

Já os novos sistemas CBTC irão substituir um sistema da década de 70 "já obsoleto" e "permitir um controlo contínuo do movimento dos comboios e um aumento da frequência e da regularidade do serviço público de transporte prestado", explica ainda a empresa, acrescentado que assim poderá garantir  "de um modo mais eficaz a oferta de comboios, em número e frequências mais adaptados às necessidades do serviço público e com segurança acrescida".

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