Transportes Vigilância nas estações e edifícios da IP custa 20 milhões até 2022

Vigilância nas estações e edifícios da IP custa 20 milhões até 2022

A empresa pública que resultou da fusão entre a Refer e a Estradas de Portugal está a contratar "serviços de vigilância e segurança humana" para os próximos três anos em mais uma centena de localizações do grupo.
Vigilância nas estações e edifícios da IP custa 20 milhões até 2022
Correio da Manhã
António Larguesa 28 de outubro de 2019 às 12:39

Depois de pagar 8,8 milhões pelo aluguer operacional de 634 viaturas para os próximos quatro anos, a Infraestruturas de Portugal (IP) acaba de lançar um concurso para a aquisição de serviços de vigilância e segurança humana para as instalações de todo o grupo (abrange IP Património, IP Engenharia e IP Telecom) para os anos de 2020, 2021 e 2022, no valor global de quase 20 milhões de euros.

 

Segundo adiantou ao Negócios fonte oficial da empresa pública, que resultou da fusão da Refer e da EP em 2015, este concurso "visa garantir a substituição do atual contrato, que termina no final deste ano, e assegurar a vigilância e segurança nas estações ferroviárias e instalações de serviço da IP, que compreende um total superior a cem localizações".

 

A publicação do anúncio de procedimento n.º 11320/2019, em que o critério relativo ao custo pesa 100% e a execução financeira é plurianual, tem a data de 22 de outubro – um dia após ter saído em Diário da República uma portaria que autoriza a IP a proceder à repartição de encargos relativos ao contrato –, fixando um prazo de 30 dias para a apresentação das propostas.

 

No diploma assinado pelos secretários de Estado do Orçamento, João Leão, e das Infraestruturas, Jorge Moreno Delgado – ambos tomaram posse no último sábado, mantendo as mesmas funções na nova legislatura –, o Executivo socialista autoriza a repartição de encargos até ao montante global de 19.547.404,20 euros, acrescidos da taxa de IVA, definindo que o valor a gastar não pode exceder os 6,52 milhões de euros em cada um dos três anos,

 
A recrutar e a vender imóveis

Esta portaria conclui que "os encargos financeiros resultantes da execução do presente diploma serão satisfeitos por verbas adequadas do orçamento da Infraestruturas de Portugal", liderada por António Laranjo, que está a recrutar quase uma centena de trabalhadores até dezembro para substituir os que saíram e readquirir competências técnicas para responder ao plano de investimento na ferrovia que tem de ser concretizado até 2023.

 

Também este mês, através de uma participada, a IP lançou 33 concursos com vista à alienação de prédios rústicos e urbanos de Norte a Sul do país, que no total, pelos valores base definidos nos anúncios para a apresentação de propostas, poderão gerar receitas de, pelo menos, 1,9 milhões de euros. No primeiro semestre deste ano, a empresa encaixou 222 mil euros com a alienação de património.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI