Madeira é a "estrela" da Páscoa. Hotéis confiantes na recuperação das reservas
A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) está confiante na recuperação das reservas, com a chegada de turistas de vários pontos do mundo, sustentado em parte pelo mercado interno e pelo desvio face ao Médio Oriente, mesmo com o afastamento dos turistas da Ásia-Pacífico. Assim, a Regiáo Autónoma da Madeira é a que mais brilha, num cenário de instabilidade geopolítica.
A vice-presidente da AHP destaca, após elaborar o inquérito junto de 394 estabelecimentos hoteleiros, que a Madeira será a "região estrela" da Semana Santa, em linha com as previsões que as regiões turísticas tinham dado ao Negócios. Neste momento, de acordo com Cristina Siza Vieira, as reservas já marcadas estão a 75% nesta região, num preço médio que ascende a 169 euros.
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A Grande Lisboa surge em segundo lugar, com as reservas já nos 64% e um preço médio de 164 euros. "O Algarve está a recuperar as reservas 'on the book', mas sentimos alguma preocupação. A nossa convicção é que as reservas melhorem esta semana", sustenta Siza Vieira, considerando que o inquérito foi encerrado a 20 de março.
Especificamente em relação ao fim de semana, de 3 a 5 de abril, os dados são ainda mais positivos. A taxa de ocupação estava, até 20 de março, em 76% e com um preço médio superior à semana, na ordem dos 184 euros. A Grande Lisboa tem 66% de ocupação e com um preço médio de 168 euros, enquanto o Algarve estava a 63% com 121 euros de preço médio.
Neste momento, e para o fim de semana, está a observar-se "uma recuperação do preço do Alentejo". Na globalidade, "a taxa de ocupação vai mexer seguramente e o preço vai subir, mas com prudência em relação a alguns destinos".
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Para a AHP, as "grandes preocupações estão em Oeste e Vale do Tejo e nos Açores, que estão a registar reservas muito aquém do que vieram a ser os resultados do fim de semana da Páscoa de 2025".
A quebra em Oeste e Vale do Tejo, justifica a responsável, deve-se em parte ao afastamento dos turistas da Ásia, uma vez que os voos estão comprometidos devido ao conflito no Médio Oriente. "Existe uma queda violenta dos mercados asiáticos, o que significa que nem para Oeste e Vale do Tejo, onde Fátima está englobado, é apontado como um dos principais mercados emissores. Nem aparece no nosso radar, porque os voos ficaram cortados", apontou Cristina Siza Vieira.
Para o período da Páscoa, é esperada uma grande participação dos portugueses nas várias regiões turísticas, com 75%. A segunda nacionalidade mais esperada são os vizinhos espanhóis, seguidos pelos britânicos. Os norte-americanos, que no ano passado se posicionaram como o quarto mercado emissor, caíram uma posição. Ainda assim, os turistas dos Estados Unidos da América "ainda aparecem com relevo", especialmente no Norte, Açores, Madeira e Grande Lisboa.
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Entre os estabelecimentos que participaram no inquérito, 57% admitem que a estada média está igual ao ano passado, enquanto 23% esperam melhor ocupação. Em termos de proveitos, 42% está à espera de resultadores melhores, enquanto 20% estima não existir alterações face ao ano passado. Contudo, e tendo em conta a atualidade geopolítica, 30% dos inquiridos espera proveitos piores do que em 2025.
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