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Sonae Capital vai pela primeira vez distribuir dividendos

Ao todo são 11,5 milhões de euros que a empresa liderada por Cláudia Azevedo pretende entregar aos accionistas. A proposta vai a discussão na assembleia-geral de 7 de Abril.

A empresa liderada por Cláudia Azevedo propõe distribuir um dividendo ilíquido de 0,10 euros por acção, o que equivale a quase 12% da cotação actual. A Sonae Capital vai distribuir mais dinheiro aos accionistas do que o lucro obtido em 2016, que foi de 18,7 milhões. Os accionistas vão receber 25 milhões de euros.
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 10 de Março de 2016 às 20:23
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É a 7 de Abril que a Sonae Capital vai discutir, em assembleia de accionistas, a entrega de dividendos. É a primeira vez que a empresa ligada à família Azevedo se propõe distribuir dividendos. De acordo com a proposta a discutir na assembleia-geral, é proposta a distribuição de um dividendo antes de impostos de 0,06 euros por acção. E vai fazê-lo utilizando reservas de mais de três milhões para conseguir entregar 11,5 milhões de euros.

A Sonae Capital teve, em 2015, lucros de 12,2 milhões de euros em termos individuais, que são os que contam para efeitos de dividendos. Em termos consolidados, a empresa, presidida por Cláudia Azevedo, reportou uma perda de 290 mil euros, melhor que os 6,3 milhões de euros de prejuízos registados um ano antes, informou em comunicado de resultados publicado na CMVM.

A Sonae Capital explicou, no comunicado, que pretende a distribuição de dividendos pelos resultados com a alienação de activos mas também com o desempenho operacional do negócio que permitiu reduzir a dívida líquida para 149,2 milhões de euros, fixando o rácio sobre o EBITDA em 6,4 vezes, "o que, atendendo ao portefólio de activos imobiliários e financeiros não estratégicos, deve ser entendido como um valor confortável".

Na assembleia-geral de 7 de Abril, será assim selado o primeiro dividendo da Sonae Capital, empresa que gere o Troiaresort. E a Efanor, que é o principal accionista com 62,6% e é a "holding" familiar de Belmiro de Azevedo, receberá, assim, mais de sete milhões. 

Na altura da reunião de accionistas, a Sonae Capital já fará parte do PSI-20. Entrará no principal índice da bolsa de Lisboa a 21 de Março, juntamente com a Corticeira Amorim e com o fundo do Montepio. Entram para destronar do índice a Impresa e a Teixeira Duarte.

Na reunião de accionistas, a Sonae Capital vai ainda propor o alargamento do conselho de administração para sete elementos, propondo preencher o sétimo lugar Miguel Gil Mata, presidente da Cogen - Associação Portuguesa de Cogeração e Eficiência Energética e que está em alguns agrupamentos de empresas ligados à energia.
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