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“Boom” dos SPAC continua afastado da Europa. “Não é solução à medida de todos”, diz investidora

O tema dos SPAC mereceu atenção no palco da Web Summit dedicado à área de investimentos. Mais expresssivo nos EUA do que na Europa, os responsáveis de empresas de venture capital aconselham “ponderação” neste tipo de operações, que nem sempre se adequam a todas as empresas.

Web Summit
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 02 de Novembro de 2021 às 17:06
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O tema dos SPAC ("special purpose acquisition company"), uma forma de chegar à bolsa de valores, é descrito como um fenómeno que está a ganhar escala nos Estados Unidos - mas nem tanto na Europa, conforme indicaram vários oradores no palco Venture da Web Summit, esta terça-feira.

Numa conversa com Cleo Sham, da Stride, e Julian Rowe, da Latitude, os números na Europa deste tipo de operações, que são alternativas aos IPO tradicionais e à colocação direta de negócios em bolsa, ainda estão longe do "boom" que é registado do outro lado do Atlântico. No espaço europeu, os exemplos são mais escassos, com a "startup" britânica Cazoo a fazer uma operação destas para entrar em bolsa nos Estados Unidos, após ter acordado a fusão com um SPAC.

"O ponto de partida é perceber se entrar em bolsa através de uma SPAC é a opção certa para a empresa. A primeira questão é perceber se isto é uma forma razoável de transformar a base de acionistas", explicou Julian Rowe.

Do ponto de vista de Cleo Sham, "as complexas questões regulatórias que estão associadas à realização de um IPO nos Estados Unidos tornam os SPAC uma oportunidade mais apelativa" para algumas companhias.

Já noutra sessão, intitulada "Finding your nearest exit", Dana Settle, "founding partner" da Greycroft, reconhece que "a teoria é interessante", mas que esta "não é, definitivamente, uma opção à medida de todas as empresas, não é 'one size fits all'".

E, de acordo com esta responsável, o "mercado não compreende totalmente" este tipo de operações. Para Dana Settle, "não é mais fácil ou mais rápido" para a chegada à bolsa.

"Há empresas de diferentes dimensões e de diferentes setores [que optaram por SPAC] e estão todas a cotar no mesmo preço, todas nos dez dólares. É absurdo", defende Dana Settle.

Michiel Kotting sublinha que, no caso das empresas que ponderem este tipo de operações, "o que é importante perceber é que depois de um SPAC já se é uma empresa cotada, é importante ter em conta se se está preparado para tal".

Desta forma, a empresa de venture capital aconselha todas as companhias em que investe a "sentirem-se e a agir como se fossem uma empresa cotada em bolsa". Assim, "estarão prontos quando for a hora".
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