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Vice-presidente do Facebook rejeita acusações. "Investimos cinco mil milhões para controlar o discurso de ódio"

Nick Clegg, vice-presidente para a área de “globais affairs” do Facebook - ou Meta, após o rebranding - abordou as questões recentes em que a empresa está envolvida, após a divulgação de documentos internos nos “Facebook Papers”.

Web Summit
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 02 de Novembro de 2021 às 13:17
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Era esperado na Web Summit num formato diferente, mas a intervenção acabou por ser feita à distância, após sucessivas alterações ao horário da conversa com Nick Clegg, vice-presidente de "global affairs" do Facebook.

O tema era incontornável, especialmente após a presença de Frances Haugen no evento, ex-funcionária da empresa que forneceu documentos internos sobre o negócio da tecnológica à imprensa, que sugerem que a empresa estaria a dar prioridade aos lucros em detrimento do combate à desinformação.


Questionado sobre se a empresa está a fazer o suficiente para reduzir os conteúdos perigosos na plataforma, Clegg responde afirmativamente. "Acho que sim, criámos novas equipas. Acho que já fizemos progressos suficientes, temos equipas para 70 territórios, contratámos revisores de conteúdos".


Clegg defendeu que a empresa investiu "cinco mil milhões de dólares este ano para tentar controlar o discurso de ódio na plataforma" e, embora gostasse que a percentagem de conteúdos maliciosos na plataforma "chegasse a zero", acho que "isso nunca acontecerá". 


"Se é uma jornada? É. Alocámos recursos suficientes e pusemos em prática medidas", fincou na intervenção à distância. 


Clegg rejeitou ainda a teoria de que os utilizadores do Facebook fazem um uso passivo dos serviços da empresa. "Acho que o que acontece nestes debates, quando são tão intensos, é de que alguma forma parecem caricaturas". "Milhares de milhões de pessoas utilizam estas ferramentas de forma gratuita - que são pagas por publicidade - para se expressarem e comunicar", defendeu.


E, relativamente ao tema da publicidade, o vice-presidente da rede social destacou que os próprios anunciantes "não querem os seus anúncios ao lado de conteúdos maliciosos".


O metaverso "não pertencerá só a Mark Zuckerberg"

Depois de, na semana passada, a empresa ter anunciado um rebranding, passando agora a chamar-se Meta, também este tema foi tópico de discussão nesta intervenção. O novo nome da empresa tem como objetivo refletir os esforços da empresa na área do metaverso, um universo virtual. Clegg defendeu que a empresa está a tentar "ser o mais transparente possível" nestes planos para o metaverso. 


"Acho que é muito importante sermos o mais transparentes possíveis e perceber que o metaverso não será apenas detido por Mark Zuckerberg, vai ser uma questão mais colaborativa", para logo a seguir dar como exemplos companhias como a Magic Leap ou a Microsoft, que também podem participar nestes trabalhos.


"Esta tecnologia vai demorar 10 a 15 anos até estar totalmente desenvolvida, não vai acontecer de um dia para o outro", frisou Nick Clegg.

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