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CME e Tecneira - Capacidade de honrar compromissos de curto prazo forte e de médio e longo prazo adequada

Racionalização de custos e aposta na internacionalização.

22 de Setembro de 2011 às 12:22

EmitentesCME – Construção e Manutenção Electromecânica, S.A. e Tecneira Tecnologias Energéticas, S.A.
Operações1) Capacidade de cumprimento dos compromissos financeiros de curto prazo2) Capacidade de cumprimento dos compromissos financeiros de médio e longo prazo
Notações1) A-2, com tendência estável2) BBB, com tendência estável
Data das Notações21 de Setembro de 2011

A estrutura accionista da CME – Construção e Manutenção Electromecânica, S.A (CME), da Tecneira Tecnologias Energéticas, S.A. (TECNEIRA TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS) e da ProCME – Gestão Global de Projectos, S.A. (PROCME) não se alterou face ao referido no Relatório de Rating de 15 de Julho de 2010. Os capitais sociais da CME e da TECNEIRA TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS continuam a ser detidos, indirectamente, na íntegra pela PROCME. Esta entidade está associada ao Grupo ACS, Actividades de Construcción Y Servicios, S.A. (ACS), continuando o seu capital social a ser detido em: 50% pela Cobra – Instalaciones y Servicios, S.A.; 25% pela Emplogest – Gestão Global de Empresas, S.A; e os restantes 25% indirectamente pelo Engenheiro José António dos Reis Costa, Presidente do Conselho de Administração da PROCME.

O volume de negócios do Grupo ACS estabilizou em cerca de 15,4 mil milhões de euros (M€) em 2010 e em 3,7 mil M€ no primeiro trimestre de 2011. A actuação concertada entre o Grupo ACS e o Grupo PROCME (Grupo) continua a verificar-se, essencialmente, na área de projectos especiais, que corresponde em parte à participação em agrupamentos complementares de empresas (ACE).

Redução de actividade em 2010

Em 2010 a actividade do Grupo, considerando para o efeito o volume de negócios adicionado dos trabalhos para a própria empresa e da variação da produção, fixou-se em 260,3 M€. Este valor representou uma redução de 23,2% face ao de 2009, decorrente principalmente da menor actividade dos ACE em que participa e do menor investimento realizado pelo Grupo. Os aumentos verificados na actividade da venda de energia, decorrente da consideração de um ano completo da maioria dos projectos de energia renovável do Grupo, e da prestação de serviços para as infra-estruturas de transporte e distribuição de energia eléctrica permitiram compensar a redução de actividade da prestação de serviços para as infra-estruturas de transporte e distribuição de gás e para as infra-estruturas de telecomunicações.

Melhoria da rendibilidade operacional

A retracção de actividade em 2010 foi acompanhada de uma melhoria do Excedente Bruto de Exploração (EBITDA) em percentagem do volume de negócios do Grupo, de 2,2 pontos percentuais (pp), para 15,7%. O aumento da contribuição da venda de energia na actividade do Grupo neste exercício, a que esteve associado um rácio EBITDA sobre o volume de negócios significativamente mais elevado do que o de outras actividades, e a melhoria deste rácio na actividade desenvolvida em Angola permitiram compensar a quebra deste rácio noutras áreas de actividade. A subida do EBITDA em percentagem do volume de negócios do Grupo, mais que compensou o aumento do peso das amortizações. Assim, a rendibilidade operacional do volume de negócios aumentou 1,4 pp em 2010, para 9,5%.

Performance dos projectos de investimento

Até ao momento os projectos de investimento em energia renovável do Grupo PROCME têm gerado fundos suficientes para fazer face às necessidades e para a remuneração do accionista, conforme previsto. Em Maio de 2011, no âmbito destes projectos, verificou-se a primeira distribuição de excedentes aos accionistas, no valor de 13,5 M€, os quais foram aplicados no financiamento de outros investimentos.

Financiamento do investimento assegurado

De acordo com o Grupo, num contexto de crise económica-financeira, no período já decorrido de 2011 os objectivos de actividade têm vindo a ser atingidos. O Grupo alterou a sua organização com vista a reduzir custos e a aumentar a eficiência e está a direccionar esforços para uma maior internacionalização.

O valor das disponibilidades, dos financiamentos aprovados para os investimentos a realizar e a previsão da geração interna de fundos permitirão ao Grupo financiar os principais investimentos a realizar em 2011 e nos primeiros sete meses de 2012.

Factores sob observação

Considerando os aspectos referidos e a responsabilidade solidária da PROCME para com os compromissos financeiros da CME e da TECNEIRA TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS que decorre do disposto no Código das Sociedades Comerciais, a Companhia Portuguesa de Rating, S.A. (CPR) e a SR Rating - Prestação de Serviços, Ltda. (SR RATING) são de opinião que a capacidade da CME e da TECNEIRA TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS honrarem, atempadamente e na íntegra, os seus compromissos financeiros: de curto prazo mantém-se forte, sendo a estes compromissos mantida a notação A-2, com tendência estável, a qual corresponde à notação A-2 na tabela de notações da CPR e à notação srA na tabela de notações da SR RATING; de médio e longo prazo mantém-se adequada, sendo a estes compromissos mantida a notação BBB, com tendência estável, a qual corresponde à notação BBB na tabela de notações da CPR e à notação BBBSR na tabela de notações da SR RATING.

Na medida em que poderão influenciar a capacidade da CME e da TECNEIRA TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS honrar, atempadamente e na íntegra, os compromissos financeiros sujeitos a follow-up, a CPR e a SR RATING manterão sob observação os seguintes aspectos:

- a capacidade de geração de fundos pelo Grupo na área da prestação de serviços em Portugal, e no exterior, que poderá ser influenciada nomeadamente pelo investimento a realizar pelas entidades concessionárias das infra-estruturas de transporte e distribuição de energia eléctrica, de telecomunicações e de gás;

- o impacto na geração de fundos do Grupo dos riscos associados ao processo da sua internacionalização;

- as condições climatéricas em Portugal Continental e em Espanha, na medida em que podem influenciar a quantidade de energia produzida pelos parques eólicos e pelas centrais fotovoltaicas que o Grupo detém e, consequentemente, o seu volume de negócios e a sua geração de fundos;

- a verificação de alterações no enquadramento legal dos projectos de energia renovável em Portugal que possam ter impacto na geração de fundos para o Grupo;

- a capacidade do Grupo para contratar, ou renovar, financiamentos que sejam necessários à sua actividade operacional e para a realização dos seus investimentos, no contexto de crise económico-financeira actual que aponta para a redução do financiamento à economia portuguesa;

- a evolução da taxa de juro, na medida em que o saldo da dívida financeira do Grupo PROCME foi contratado a taxa de juro variável e apenas uma parte do risco de taxa de juro incorrido, quer em termos de montante quer em termos de prazo, se encontra coberto, num contexto em que o custo do funding está e deverá continuar a aumentar;

- a evolução da estrutura accionista da CME, da TECNEIRA TECNOLOGIAS ENERGÉTICAS e da PROCME;

- a evolução do Grupo ACS, a qual pode influenciar, por um lado, a capacidade e vontade de prestar apoio financeiro às suas participadas, em caso de necessidade, e, por outro lado, a necessidade de recebimento de dividendos da PROCME, sendo de realçar que é necessário o acordo do accionista minoritário para a sua distribuição.

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