Trump cria reserva de minerais críticos de 12 mil milhões de dólares para combater domínio da China

O Project Vault será criado com 10 milhões de dólares em financiamento de dívida, combinado com 2 mil milhões em capital privado. Está em vista criar um armazenamento doméstico de "matérias-primas essenciais" nos EUA.
Cobre.
Michael Macor/AP
Bárbara Cardoso 02 de Fevereiro de 2026 às 22:59

A Administração dos EUA deverá anunciar que vai lançar uma reserva de minerais críticos no valor de 12 mil milhões de dólares, de forma a criar "stocks" domésticos daquilo a que a Casa Branca chama de "matérias-primas" essenciais do país, que poderão depois ser utilizadas na produção, por exemplo, automóvel e tecnológica.

A notícia foi avançada esta segunda-feira pela Bloomberg, que diz ainda que Donald Trump deverá dar a conhecer o  "Project Vault" em breve. A medida deverá receber 10 mil milhões do Banco de Exportação e Importação dos EUA (Exim), em forma de financiamento de dívida. Os restantes 1,67 mil milhões advêm de capital privado.

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O objetivo da Casa Branca é simples: combater o domínio da China neste campo, bem como apoiar as fabricantes norte-americanas em caso de escassez e emergências destes minerais. O projeto vai passar por adquirir minerais essenciais, como terras raras, cobre e lítio, que serão fornecidos por três empresas parceiras (Traxys, Mercuria e Hartree Partners).

O Exim, que deverá marcar presença no conselho de Administração do Vault, afirmou que a iniciativa "protegerá os fabricantes nacionais de choques de abastecimento, apoiará a produção e o processamento de matérias-primas críticas nos EUA e fortalecerá o setor de minerais críticos dos Estados Unidos", cita o Financial Times. 

A verdade é que a China lidera as cadeias de abastecimento de diversos minerais críticos. No ano passado, Pequim intensificou a instrumentalização do setor, restringindo as exportações de alguns materiais, incluindo terras raras - abrindo uma guerra com Trump. 

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Algumas empresas já fizeram questão de entrar na "lista de espera". É o caso da Lockheed Martin, da General Motors, da Google (da Alphabet) e da fabricante de baterias, Clarios. Para já, vão pagar uma taxa que lhes garante o direito de retirar minerais do "stock" em situações de emergência e quando tiverem dificuldades em obter os materiais em mercado aberto.

Sem previsões para gerar lucro, o Vault deverá construir depósitos estratégicos, que comportem abastecimento suficiente para cerca de 60 dias.

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