IMF – Eur/Usd renovou máximos de 2021

Eur/Usd renovou máximos de 2021; Banco do Canadá manteve taxas de juro inalteradas; Petróleo acima dos $66/barril; Ouro chegou a negociar acima dos $5 500/onça
IMF - Informação de Mercados Financeiros 02 de Fevereiro de 2026 às 13:00

A economia da Zona Euro cresceu 0,3% no último trimestre, superando as expectativas, impulsionada por um reforço do consumo e do investimento que conseguiu compensar a fragilidade das exportações. Em termos homólogos, o PIB aumentou 1,3%, também ligeiramente acima do previsto, evidenciando a resiliência do bloco económico num contexto marcado por elevada incerteza no comércio internacional. A Espanha voltou a afirmar-se como o principal motor do crescimento, com uma expansão de 0,8%, enquanto a Alemanha surpreendeu positivamente ao registar um crescimento de 0,3%, o seu melhor desempenho trimestral dos últimos três anos. Assim, de acordo com a estimativa preliminar da Eurostat, o PIB da Zona Euro deverá ter crescido 1,5% em 2025, o que representa uma aceleração significativa face aos 0,9% registados no ano anterior. Numa outra nota, a Reserva Federal dos EUA manteve a sua a taxa de referência inalterada no intervalo 3,50% a 3,75%, tal como era esperado.

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A semana foi positiva para o Eur/Usd que, após várias sessões de valorização conseguiu ultrapassar o nível dos $1,19 e renovar máximos de junho de 2021 pelos $1,2078. Após renovar tal máximo, o par corrigiu, regressando abaixo dos $1,19, mas ainda acima do nível em que iniciou a semana passada ($1,1831). O indicador MACD do par mantém o sinal de compra aberto. A média movel a 200 dias já ultrapassou os $1,16.

Euro/dólar atinge novo máximo em relação a 2021
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O Banco do Canadá manteve a taxa de juro diretora em 2,25%, numa decisão que reflete incerteza em torno da evolução da economia e da política monetária. O governador Tiff Macklem afirmou que o contexto atual torna difícil prever quando e em que direção as taxas poderão voltar a mudar. No relatório trimestral de política monetária, o BoC manteve as previsões de crescimento moderado para 2026 e 2027 e indicou que a inflação deverá permanecer próxima da meta de 2%. A instituição sublinhou que as empresas ainda estão a ajustar-se ao impacto das tarifas impostas pelos EUA, com as intenções de contratação a manterem-se fracas. Para 2025, o crescimento económico foi revisto em alta para 1,7%, enquanto as perspetivas para 2026 permanecem em 1,1% e para 2027 foram ligeiramente revistas em baixa para 1,5%.

O Eur/Cad tem seguido uma linha de tendência ascendente (vermelha) desde o final de março de 2025, tendo, nesse percurso, superado a resistência no nível dos C$1,60. Após essa rutura, o par estabeleceu uma zona de consolidação entre os C$1,60 e os C$1,64, sendo que este limite superior foi ultrapassado apenas uma vez desde agosto e por breves momentos. Contudo, no início de dezembro, o preço quebrou em baixa a linha de tendência mencionada, tentando, desde então, voltar a negociar acima desse patamar. Na última semana, o paz voltou a testar a resistência dos C$1,64 e a tentar voltar a negociar acima da linha ascendente, mas ambos os movimentos falharam. Consequentemente, o par iniciou uma correção e direciona-se agora para o seu suporte principal nos C$1,60.

Taxa de câmbio Euro/Dólar Canadiano, 1D, NYS
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O preço do petróleo subiu durante a última semana, principalmente depois do presidente dos EUA, Donald Trump, aumentar a pressão sobre o Irão para que ponha fim ao seu programa nuclear, tendo inclusive ameaçado realizar um ataque militar. Entretanto, uma força naval norte-americana chegou à região.

O preço do petróleo valorizou em várias sessões consecutivas, tendo ultrapassado inicialmente a resistência dos $62/barril e, na quinta-feira, a resistência presente nos $66/barril onde a matéria-prima renovou máximos desde setembro de 2025 perto dos $66,50.

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Petróleo ultrapassa 66$/barril
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O preço do ouro voltou a apresentar uma forte semana de valorização, tendo renovado novos máximos históricos, ainda que corrigindo na sexta-feira. Esta subida foi impulsionada pelo aumento das tensões geopolíticas, principalmente entre os EUA e o Irão, mas também por alguma desconfiança em relação ao dólar. Na sexta-feira, o metal precioso corrigiu significativamente, tal como a prata, reflexo de um mercado “aquecido” e na sequência de uma recuperação do dólar.

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Mais uma semana, mais um novo máximo histórico para o ouro. O metal precioso valorizou ao longo das primeiras sessões da semana, chegando a negociar perto dos $5 600/onça pela primeira vez na sua história. No entanto, o ouro apresentou uma forte correção na sexta-feira, o que levou o seu preço a voltar a negociar ligeiramente abaixo dos $5 000/onça.

Ouro negocia acima de 5500 dólares por onça
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As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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