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IMF – Fed com taxas próximas de 0% até 2023? Eur/Usd segue a lateralizar

Suga sucede a Abe como Primeiro-Ministro do Japão; Fed com taxas próximas de 0% até 2023? Eur/Usd segue a lateralizar; Petróleo subiu mais de 10% na última semana após reunião da OPEP; Ouro segue a lateralizar entre os $1900 e $2000.

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Suga sucede Abe como Primeiro-Ministro do Japão; Inflação subjacente em terreno negativo

O antigo ministro porta-voz do Governo do Japão, Yoshihide Suga, foi eleito, por extensa maioria, líder do Partido Liberal Democrata (no poder). Suga obteve 377 votos, face aos 89 para o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Fumio Kishida e 68 para o antigo ministro da Defesa, Shigeru Ishida. O Partido utilizou, dias depois, a sua maioria parlamentar para investir oficialmente Suga como Primeiro-Ministro, sucedendo a Shinzo Abe, que abandonou a função por motivos de saúde. O novo PM deverá manter o cargo até setembro de 2021, altura em que o mandato de Abe terminava. Suga é um apoiante do ultra flexível "Abenomics", o qual irá manter no seu mandato, indicando que mais deve ser feito na política monetária e fiscal para proteger o mercado laboral e dando prioridade ao controlo da Covid-19, que empurrou a economia nipónica para a pior contração alguma vez registada no segundo trimestre de este ano (28,1% q/q). Ainda no Japão, a inflação subjacente entrou em território negativo (-0,4% y/y) em agosto. A contribuir para a queda estão os descontos patrocinados pelo Governos para viagens domésticas, destinadas a apoiar o setor turístico do país, que resultou numa queda de 32% no custo dos alojamentos em hotéis.

Tecnicamente, o Eur/Jpy vinha consolidar entre os 124 e 127 ienes. No entanto, no final da última semana, quebrou em baixa o limite inferior de este intervalo. O par começa assim a apresentar uma perspetiva ligeiramente bearish para o curtíssimo-prazo, existindo a possibilidade de realizar uma descida até aos 61,8% de retração de fibonacci (122,3 ienes).


Fed com taxas próximas de 0% até 2023? Eur/Usd segue a lateralizar

Após o BCE ter mantido a sua política monetária inalterada, agora foi a vez de a Fed fazer o mesmo. A Reserva Federal norte-americana manteve as taxas de juro diretoras em 0%-0,25%. O principal destaque da reunião passou pela promessa de as manter neste intervalo até que as condições do mercado laboral tenham atingido níveis consistentes com o que o comité considera ser o "máximo de emprego e a inflação tenha subido para 2% e esteja a caminho de exceder esse nível durante algum tempo". Tendo em conta as previsões dos membros da FED, a grande maioria aponta para que as taxas se mantenham até 2023. Esta declaração surge após a estratégia aprovada há algumas semanas de uma meta de inflação média de 2%. Voltando as atenções para as projeções económicas, a instituição liderada por Jerome Powell está menos pessimista, aguardando uma contração de 3,7% este ano (face aos 6,5% de junho) e uma recuperação de 4% em 2021. A taxa de desemprego foi revista de 9,3% para 7,6% em 2020 e para 5% em 2021. Já em território europeu, destaque para o sentimento dos investidores alemães, que aumentou inesperadamente em setembro, sinalizando confiança na recuperação da crise do Covid-19, apesar das tensões em torno do Brexit e do aumento de novas infeções de Covid-19. O índice do instituto ZEW subiu de 71,5 pontos em agosto para 77,4 no mês atual, contrariando a descida até aos 69,8 prevista numa sondagem da Reuters. É de notar que a economia alemã está em recuperação desde maio, quando os bloqueios para desacelerar a disseminação do coronavírus foram suspensos. No entanto, a atividade continua abaixo dos níveis pré-crise e os economistas esperam uma recuperação lenta.

Tecnicamente, o Eur/Usd continua a lateralizar entre os $1,17 e $1,20. Não obstante, poderá dizer-se que para o curtíssimo-prazo a perspetiva seja de queda para o par, que segue já abaixo do limite inferior do canal de tendência ascendente. Ainda assim, dado o suporte dos $1,17, a acontecerem, as quedas deverão ser apenas temporárias, devendo o par dar seguimento à consolidação.


Petróleo subiu mais de 10% na última semana após reunião da OPEP

Após as quedas expressivas da última semana, quando atingiu mínimos de 3 meses, os preços do crude ressaltaram, acabando por registar uma variação semanal positiva de cerca de quase 10%. A matéria-prima foi impulsionada, sobretudo, pela reunião da OPEP, na qual a Arábia Saudita pressionou os países produtores que não cumpriram com os seus cortes de oferta a respeitarem as quotas de produção. Adicionalmente, o facto de o cartel ter afirmado que pretender cortar 7,7 milhões de barris por dia também contribuiu para a subida do ouro negro. Ainda nesta reunião, os Emirados Árabes Unidos indicaram que irão compensar pelo facto de terem bombeado demasiado petróleo nos últimos dois meses. Já no final da semana, os ganhos acabaram por ser limitados, após a Líbia ter revelado que um bloqueio às exportações que está em vigor desde janeiro irá ser suspenso.

A nível técnico, após ter encontrado suporte em torno dos $36/barril, o crude acabou por ressaltar, chegando mesmo a quebrar a resistência dos $40. A matéria-prima começa assim a apresentar uma perspetiva ligeiramente bullish para o curtíssimo-prazo, podendo vir a realizar um teste aos $44.


Ouro segue a lateralizar entre os $1900 e $2000

Uma vez mais, não existem desenvolvimentos de grande relevância sobre o ouro. O metal precioso ainda conseguiu encerrar a semana com ganhos, ainda que muito ligeiros, mas permanece a lateralizar num intervalo curto entre os $1900 e $2000 por onça. Um dólar um pouco mais forte, o contínuo aumento do número de infeções de Covid-19 e o elevado número de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, acabou por oferecer algum suporte.

Tecnicamente, não há muito a dizer sobre o ouro. O metal precioso dá seguimento à lateralização entre os $1900 e $2000 e não apresenta sinais de que esta tendência esteja para mudar tão cedo, sendo esperado que permaneça a transacionar neste intervalo, pelo menos no curtíssimo-prazo.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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