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IMF – Fed sinaliza tapering a partir de novembro

Noruega subiu taxas e sinaliza outro incremento para dezembro; Fed sinaliza tapering a partir de novembro. Eur/Usd lateraliza perto dos $1,17; Petróleo em máximos de mês e meio; Ouro atingiu mínimos de 5 semanas

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| Noruega subiu taxas e sinaliza outro incremento para dezembro
O Banco Central da Noruega subiu a sua taxa de juro diretora para 0,25% dos mínimos históricos de 0%, sinalizando que espera realizar outra subida em dezembro. O Comité de política monetária afirmou que a sua previsão de mais quatro subidas até ao final de 2022, para uma taxa de 1,25%, se tinha tornado ainda mais provável. "Há uma forte recuperação na economia norueguesa", disse o governador do Norges Bank, Oeystein Olsen, em conferência de imprensa. "É tempo de iniciar uma normalização gradual da política monetária". Após ter contraído 2,5% em 2020, espera-se agora que a economia norueguesa cresça 3,9% em 2021, disse o Banco Central, mais do que os 3,8% que previu há três meses, e verá provavelmente uma expansão de 4,5% no próximo ano, mais forte do que a sua previsão anterior de 4,1%. Voltando as atenções para o mercado cambial, a coroa norueguesa continua a recuperar terreno, beneficiando também da subida dos preços do petróleo. O Eur/Nok transaciona atualmente em mínimos de três meses, à volta das 10,08 coroas.

Após vários meses de ganhos, o Eur/Nok começou a perder terreno em meados de agosto, apresentando agora uma tendência mais bearish para o curto/médio prazo. Contudo, o par aproxima-se do importante suporte psicológico das 10 coroas por euro, o que poderá limitar as perdas do par. Acreditamos que este nível será robusto o suficiente para amparar o par e que uma lateralização em torno ou acima deste poderá ser o que se verificará nos próximos meses. Caso tal não aconteça e o par consiga quebrar em baixa este nível, é aberta a porta para uma descida até às 9,50 coroas.


| Fed sinaliza tapering a partir de novembro; Eur/Usd lateraliza perto dos $1,17
Na última semana, o grande destaque dos últimos dias pertenceu à reunião de política monetária da Fed. A Reserva Federal norte-americana manteve a política monetária inalterada na reunião de ontem, algo já esperado pelo mercado. A taxa de juro diretora permanece num intervalo de 0% a 0,25% e o ritmo do programa de QE em $120 mil milhões por mês. O principal destaque do encontro passou pela indicação de que o processo de tapering (que consiste no corte do ritmo de compras de ativos) poderá ter início "em breve", possivelmente em novembro, embora exista divisão entre os membros, completando o processo em meados de 2022, altura em que projeta um início da subida das taxas de juros (ver gráfico). Com estas medidas, a FED apresenta uma postura um pouco mais hawkish, numa altura em que prevê que a inflação atinja 4,2% este ano, mais do dobro da sua meta, e, portanto, está a posicionar-se face a esta situação. Esta ação deverá ser lenta, com as projeções dos membros a apontarem para que ascenda a 1% em 2023, face ao atual intervalo de 0% a 0,25%. As restantes projeções apontam para uma inflação de 2,2% em 2022 e de 2,3% em 2,3%. A instituição vê ainda a taxa de desemprego recuar para 3,8% em 2022 e 3,5% em 2023, enquanto aponta para um crescimento do PIB de 3,8% e 2,5% em 2022 e 2023, respetivamente. Em território europeu, as restrições colocadas para combater a pandemia terão limitado o crescimento das empresas da Zona Euro este mês. O PMI Compósito da IHS Markit recuou para 56,1 em setembro, o que representa um mínimo de cinco meses, tendo registado 59,0 em agosto. Embora tenha ficado acima dos 50 níveis que separam o crescimento da contração pelo sétimo mês consecutivo, ficou abaixo das estimativas de 58,5.

A nível técnico, o Eur/Usd não registou grandes variações ao longo da última semana, continuando a testar de forma regular o suporte dos $1,17. Tendo em conta esta tendência e o sinal de venda do MACD, as perspetivas para o par para o curto-prazo sinalizam uma quebra em baixa a este nível, o que abriria a porta a uma descida até aos $1,16. Caso tal não aconteça e o suporte dos $1,17 prove ser robusto o suficiente, poderá continuar-se a verificar uma lateralização entre os $1,17 e $1,18 ao longo da próxima semana.


| Petróleo em máximos de mês e meio
Os preços do petróleo voltaram a registar uma variação semanal positiva, de mais de 1%, o que representa a terceira semana consecutiva de ganhos. Os preços da matéria-prima foram impulsionados sobretudo pelo aumento da procura do combustível, assim como a queda nos inventários de crude dos EUA, à medida que a produção no país ainda não foi totalmente restabelecida na região offshore do Golfo do México depois da passagem dos furacões Ida e Nicholas. As reservas norte-americanas de crude recuaram em 3,5 milhões de barris na última passada, para 413,96 milhões de barris – o nível mais baixo desde outubro de 2018. Destaque também para as taxas de utilização das refinarias da Costa Leste dos EUA, que aumentaram para 93% no mesmo período - máximos desde maio de 2019 - segundo revelado pela IEA.

Tecnicamente, com os ganhos desta semana, o crude começa a apresentar uma perspetiva cada vez mais bullish, tendo ressaltado no suporte dos $70/barril. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apoiam esta perspetiva, sendo esperado que o petróleo realize um teste à resistência dos $75/barril no curtíssimo-prazo.


| Ouro atingiu mínimos de 5 semanas
Os preços do ouro voltaram a registar uma semana de quedas, ainda que de forma mais ligeira, atingindo mínimos de 5 semanas. Os receios de que a crise no Evergrande atinja proporções semelhantes à do Lehman Brothers, o banco de investimento norte-americano que implodiu em 2008, até impulsionaram os ganhos do ouro no início da semana. Contudo, a decisão da Reserva Federal dos EUA de manter por agora os juros e o atual ritmo de compra de ativos resultaram numa queda nos preços no meio e final da semana. O ambiente de menor aversão ao risco a partir do meio da semana também contribuiu para as quedas dos preços do ouro.

Tecnicamente, com as perdas das últimas semanas, o ouro apresenta uma perspetiva bearish para o curto-prazo, principalmente após ter quebrado em baixa o suporte dos $1750/onça. Os indicadores técnicos suportam esta perspetiva, com o MACD a apresentar um forte sinal de venda. É esperado que o ouro continue a recuar no curto-prazo, com a próxima resistência a situar-se nos $1700/onça.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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