Receios de nova escalada da guerra atiram Wall Street para o vermelho. Texas Instruments dispara 19%
Os principais índices dos Estados Unidos (EUA) encerraram a sessão desta quinta-feira com perdas em toda a linha, depois de ontem terem atingido novos recordes, com uma nova onda de volatilidade a impactar os mercados devido a preocupações com uma nova escalada das tensões entre Estados Unidos (EUA) e o Irão, que ainda não conseguirem chegar aum entendimento para pôr fim à guerra.
Neste contexto, o S&P 500 caiu 0,41%, para os 7.108,40 pontos. O Nasdaq Composite perdeu 0,89%, para os 24.438,50 pontos. Já o Dow Jones, por sua vez, desvalorizou 0,36% para os 49.310,32 pontos.
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O impasse nas negociações e o contínuo bloqueio do estreito de Ormuz levaram o Brent a fixar-se perto dos 105 dólares por barril com uma subida de mais de 3%, fator que voltou a impactar o sentimento dos investidores.
A agência de notícias iraniana Mehr informou que foram ativados sistemas de defesa aérea em algumas zonas de Teerão para combater “alvos hostis”, não havendo ainda mais detalhes sobre a informação citada pela Bloomberg.
Durante o dia de hoje, o Presidente Donald Trump ordenou que a Marinha dos EUA abatesse qualquer embarcação que colocasse minas no estreito, enquanto as forças armadas do país afirmaram ter interceptado dois petroleiros que tentaram escapar aos seus esforços para impedir a passagem de e para os portos iranianos.
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Teerão, por sua vez, referiu que não participará nas negociações enquanto estiver em vigor um bloqueio naval dos EUA aos seus portos, e a televisão estatal iraniana citou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país, afirmando que as suas forças armadas estão prontas para responder a novas ameaças. Entretanto, o ministro da Defesa de Israel afirmou que Telavive está pronto para retomar a guerra contra o Irão.
“Existe uma boa dose de incerteza no que diz respeito à diplomacia entre as duas partes”, disse à Bloomberg Fawad Razaqzada, da Forex.com. “Menos tranquilizadora é a contínua falta de clareza em torno do estreito de Ormuz. Sem um plano claro para o reabrir, a incerteza continua elevada”, sublinhou.
Na sessão desta quinta-feira, a atenção dos investidores esteve também centrada nos resultados trimestrais das cotadas norte-americanas.
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Nesta medida, empresas do setor do software sofreram perdas, já que os resultados da International Business Machines (IBM) e da ServiceNow não conseguiram dissipar as preocupações quanto ao impacto da inteligência artificial nas empresas desta área.
Já a Tesla registou uma queda de mais de 3,50%, após ter aumentado o seu plano de despesas. Por outro lado, o “outlook” sólido da Texas Instruments, que fechou o dia a disparar mais de 19%, impulsionou as fabricantes de chips pelo 17.º dia consecutivo.
E apesar dos riscos geopolíticos persistentes, o S&P 500 está prestes a registar o seu melhor mês desde 2023, num contexto de lucros empresariais sólidos e do renovado interesse dos investidores pela área da inteligência artificial. Quase 80% das empresas do índice de referência norte-americano superaram, até ao momento, as estimativas de lucros para o primeiro trimestre, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
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Quanto às “big tech”, a Apple somou 0,10%, a Nvidia caiu 1,41%, a Alphabet manteve-se praticamente inalterada, a Amazon deslizou 0,11%, a Microsoft desvalorizou 3,97% e a Meta caiu 2,31%.
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