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Aumento de impostos de Biden baixa lucros das cotadas do S&P500 em 9%

O Goldman projeta que as companhias dos setores das comunicações e tecnologias de informação serão as mais castigadas com o aumento de impostos, dado que uma elevada fatia dos seus lucros são obtidos fora dos EUA.

A administração Biden aprovou um plano de 1,9 biliões de dólares para ajudar a economia dos Estados Unidos a recuperar da crise da covid.
Shawn Thew/EPA
Negócios jng@negocios.pt 05 de Abril de 2021 às 17:35
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O plano de investimentos de 2,3 biliões de dólares (dois biliões de euros) para renovar e modernizar as infraestruturas dos EUA nos próximos oito anos vai ser financiado em parte pelo aumento de impostos às empresas, o que penalizar os lucros das empresas norte-americanas.

Um estudo realizado pelo Goldman Sachs, que está a ser citado pelo Financial Times, quantifica o efeito deste agravamento fiscal nas maiores empresas norte-americanas, estimando que reduzirá os lucros por ação das 500 cotadas do S&P500 em 9% ao longo do próximo ano.

Biden pretende aumentar a taxa de imposto sobre os rendimentos das empresas de 21% para 28%, anulando parte do alívio introduzido por Donald Trump assim que chegou à Casa Branca. O Republicano baixou a taxa de imposto de 35% para os atuais 21%.

Além de reverter parte desta descida de impostos, Biden pretende também aumentar para 21% a taxa a aplicar sobre os lucros que as empresas norte-americanas obtêm no exterior.

O Goldman projeta que as companhias dos setores das comunicações e tecnologias de informação serão as mais castigadas com o aumento de impostos (corte de 10% nos lucros por ação), dado que uma elevada fatia dos seus lucros são obtidos fora dos EUA.

Para já a subida de impostos e o impacto nos lucros das cotadas não está a preocupar os investidores, já que Wall Street está a negociar em máximos históricos.

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