Bolsa Aumento dos casos do coronavírus deixa Wall Street no vermelho

Aumento dos casos do coronavírus deixa Wall Street no vermelho

A sucessão de casos de contágio pelo novo vírus da pneumonia adensa a preocupação nos mercados quanto à possibilidade de se estar perante o início de uma nova pandemia global. Wall Street não foge à regra e abriu em queda.
Aumento dos casos do coronavírus deixa Wall Street no vermelho
Reuters
David Santiago 23 de janeiro de 2020 às 14:35

As principais praças dos Estados Unidos arrancaram a sessão desta quinta-feira, 23 de janeiro, a negociar em terreno negativo devido aos receios dos investidores relativamente ao crescendo de contaminações pelo coronavírus, também conhecido como o novo vírus da pneumonia.

O índice industrial Dow Jones abriu a sessão a perder 0,40% para 29.070,05 pontos, o Nasdaq Composite a recuar 0,11% para 9.373,633 pontos, e o Standard & Poor’s 500 a cair 0,27% para 3.311,77 pontos.

O surto do coronavírus na China continua assim a condicionar a negociação bolsista na generalidade das praças mundiais, isto numa altura em que há já duas cidades chinesas de quarentena, as localidades onde foram detetados os primeiros casos de contaminação.

Perante o surgimento de cada vez mais casos de contaminação com este vírus, a Organização Mundial de Saúde decide esta quinta-feira se decreta emergência global. No caso dos Estados Unidos, todos os passageiros provenientes da cidade chinesa de Wuhan só podem desembarcar em cinco aeroportos norte-americanos onde depois são submetidos a exames.

Os investidores temem que num cenário de pandemia a economia global se ressinta, o que poderá resultar num maior abrandamento económico em 2020 do que até aqui era previsto.

A piorar a situação está o facto de milhões de chineses aproveitarem por esta altura os festejos do Ano Novo Lunar para viajarem, o que pode acelerar a transmissão do vírus.


Como tal não espante que algumas das cotadas norte-americanas mais penalizadas nesta abertura de sessão estejam ligadas ao setor do turismo, sobretudo empresas com fatias relevantes de receitas oriundas da China. É por exemplo o caso da Las Vegas Sands Corp que segue a perder 2,43% para 67,76 dólares, da Wynn Resorts (-3,63% para 135,01 dólares) e da Melco Resorts & Entertainment (-6,99% para 20,76 dólares).




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