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BCP dispara mais de 8% para máximos de 15 meses após resultados "acima do previsto"

As ações do banco português estão hoje a reagir aos resultados apresentados ontem, já depois do fecho de sessão, escalando para máximos desde fevereiro do ano passado.

O banco liderado por Miguel Maya aumentou os lucros em mais de 60% no arranque do ano.
Tiago Petinga/Lusa
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Maio de 2021 às 11:43
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As ações do BCP - Banco Comercial Português estão a valorizar 8,49% para os 17,38 cêntimos por ação, o que representa um máximo desde fevereiro do ano passado e a maior subida intradiária desde janeiro deste ano. A impulsionar esta prestação em bolsa estão os resultados "acima do esperado" apresentados ontem, já depois do fecho de sessão. 

Até ao momento foram negociadas 68,5 milhões ações do banco liderado por Miguel Maya, superando a média diária dos últimos seis meses de 53,7 milhões de títulos transacionados. 

"Os resultados foram acima das nossas expectativas", começam por escrever os analistas do CaixaBank/BPI, numa nota a que o Negócios teve acesso, dizendo que os números relativos ao segmento das provisões, a redução de custos e a boa prestação do segmento de "trading" saíram acima do esperado. 


O BCP obteve lucros de 57,8 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. Um aumento face ao mesmo período do ano passado, apesar de o banco liderado por Miguel Maya ter constituído 112,8 milhões de euros para riscos legais associados a créditos em francos suíços, na Polónia. 

Os analistas do CaixaBank/BPI previam uma subida homóloga de 35% no lucro líquido referente aos primeiros três meses deste ano, para os 48 milhões de euros.

Quanto à qualidade dos ativos, o BCP registou uma redução dos NPE (non-performing exposure, onde se inclui o crédito malparado) na ordem dos 827 milhões desde março de 2020, dos quais 725 milhões em Portugal. Já desde o início do ano, esta descida é de 195 milhões (dos quais 170 milhões em Portugal). 


As ações do BCP dispararam 38% só em maio, numa altura em que existem seis bancos de investimento a recomendarem "comprar" ações do banco, cinco que aconselham "manter" e um a dizer que o melhor será "vender". O preço-alvo médio de todas as avaliações é de 15 cêntimos, abaixo da cotação atual.
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