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CTT e grupo EDP levam PSI-20 para terreno negativo

O principal índice da praça de Lisboa inverteu o sentimento positivo do arranque da sessão e segue agora no vermelho. Entre as restantes congéneres do Velho Continente o sentimento é sobretudo de perdas.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 09:42
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A bolsa nacional inverteu a tendência positiva do arranque da sessão e segue agora em terreno negativo. O PSI-20 desce 0,32% para 4.976,43 pontos, com 11 empresas em queda, seis em alta e uma inalterada. Na sessão desta terça-feira, 15 de Setembro, o principal índice da praça nacional já recuou até aos 4.971,01 pontos, o valor mais baixo desde 24 de Agosto de 2015.

Entre as restantes praças europeias, o sentimento é sobretudo de perdas, numa altura em que os investidores estão atentos ao encontro desta semana da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed). As bolsas europeias têm registado alguma volatilidade com os investidores a tentarem perceber quando é que a autoridade monetária norte-americana vai subir as taxas de juro. Por esta altura, o Stoxx 600, o índice de referência, soma 0,07%. Ainda do lado dos ganhos está o germânico DAX, que aprecia 0,11%, e o principal índice italiano, que soma 0,08%. O principal índice grego lidera, por outro lado, as perdas, ao recuar 0,48%, seguido de Londres e Lisboa. Ambos os índices recuam 0,32%.

Na Ásia, as acções chinesas voltaram a ter uma sessão negativa, com o Shanghai Composite Index a recuar 3,52% no fecho da sessão. Os investidores receiam que as medidas do governo de Pequim para apoiar a segunda maior economia mundial e o mercado bolsista não tenham o efeito pretendido, o penalizou as acções da China. No Japão, o Nikkei encerrou a subir 0,34% e o Topix cedeu 0,01%. O Banco do Japão decidiu não alterar a sua política monetária mesmo depois de a economia nipónica ter recuado no último trimestre, um dos pontos que marcou a sessão em Tóquio.

Na bolsa nacional, os CTT e o grupo EDP são os que mais penalizam. Os CTT descem 1,13% para 9,541 euros.

No sector energético, a EDP recua 0,69% para 3,003 euros enquanto a EDP Renováveis desvaloriza 0,90% para 5,83 euros, depois de ter ontem anunciado que desistiu de criar uma filial para cotar na bolsa de Madrid.  

A REN cai 1,57% para 2,569 euros. A Galp Energia cede 0,18% para 8,745 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, soma 0,37% para 46,54 dólares por barril.

A Jerónimo Martins desce 0,41% para 12,215 euros. A Sonae cede 0,57% para 1,04 euros.

Em terreno negativo está também a Nos, que desliza 0,13% para 7,18 euros. Já a Pharol cresce 3,98% para 26,1 cêntimos. A marcar o dia no sector das telecomunicações está o facto de hoje terminar o prazo estabelecido por Bruxelas para a Altice alienar a Cabovisão e a Oni. O Negócios escreve na edição desta terça-feira que os donos da PT Portugal estão confiantes de que vão fechar a venda das duas operadoras dentro da data-limite.

O sector financeiro está a recuperar das perdas registadas ontem, um dia em que as acções foram penalizadas, sobretudo, pelo impasse em relação à venda do Novo Banco. O BCP soma 0,61% para 4,91 cêntimos. O BPI está a subir 0,37% para 81,5 cêntimos e o Banif avança 2,56% para 0,4 cêntimos.

 

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