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Enterrar rede elétrica custa volta a Portugal em TGV

Custa cerca de 100 mil euros cada quilómetro dos 194.511 que faltam enterrar, pelo que seriam necessários, no mínimo, 19,4 mil milhões de euros.

Efeitos do mau tempo em Leiria
Efeitos do mau tempo em Leiria Carlos Barroso / Lusa - EPA
13:10

Na sequência da tempestade Kristin, que derrubou quilómetros de cabos elétricos e deixou milhares de famílias sem eletricidade, trazendo novamente para o debate público a resiliência das infraestruturas, a ministra do Ambiente e Energia anunciou esta semana um estudo para saber os custos e benefícios de enterrar a rede elétrica nacional.

Engenheiros ouvidos pelo JN afirmam que a rede já é resiliente e apenas admitem linhas subterrâneas na média tensão e em pontos estratégicos. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos também não vê urgência na adaptação.

“Enterrar toda a rede representaria custos incomportáveis para o país e para os consumidores portugueses, que iam pagar na fatura de energia elétrica”, afirmou Luís Mira Amaral, antigo ministro da Energia, em declarações ao JN.

Só 21% da rede de 245.798 quilómetros é que está enterrada. Quanto custa enterrar os restantes 194.511 quilómetros? Mira Amaral fala de cem mil euros por quilómetro para enterrar as linhas de média tensão, sendo que a de muito alta tensão seria mais dispendiosa.

Contas feitas, seriam necessários, no mínimo, 19,4 mil milhões de euros, pelo que o diário concluiu que “enterrar rede elétrica custa dois aeroportos de Lisboa”.

Ora, o custo previsto para construir a linha ferroviária de alta velocidade entre o Porto e Lisboa é de 4,5 mil milhões de euros. De forma simplista, a fatura para enterrar a rede elétrica daria para pagar a volta a Portugal em TGV.

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