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Dow Jones toca nos 14.000 pontos pela primeira vez desde 2007

Emprego e confiança são os motores da subida de hoje das praças norte-americanas. Dow Jones e S&P 500 estão nos valores mais altos em mais de cinco anos.

01 de Fevereiro de 2013 às 15:54

Ainda pouco se sabia da dimensão da crise financeira, ainda nem o Lehman Brothers tinha falido, e o índice norte-americano Dow Jones negociava acima dos 14.000 pontos. A última vez que esteve acima dessa fasquia foi a 17 de Outubro de 2007. Até hoje.

Depois de dois dias em baixa, o Dow Jones começou a sessão de 1 de Fevereiro a somar terreno mas foi a partir das 15 horas, hora da divulgação do índice de confiança, que o avanço se intensificou. Embora por pouco tempo, o índice esteve nos 14.000,97 pontos. Já aliviou um pouco e, com a subida de 0,89%, segue nos 13.984,12 pontos.

Entre as empresas que estão a impulsionar o Dow Jones está a tecnológica IBM, a ganhar 0,94%, e a Catterpillar, a somar mais de 1%. O Bank of America valoriza-se 2%.

Os restantes índices de Wall Street também estão em máximos. O S&P 500 sobe 0,79% para os 1.509,91 pontos, tendo chegado à pontuação mais elevada desde Setembro de 2007.

Já o tecnológico Nasdaq avança 0,64% para os 3.162,303 pontos, mas está ainda abaixo dos valores em que negociou em Setembro passado.

O ano começou positivo para as praças norte-americanas, com o acordo que evitou os aumentos de impostos para toda a população, no muito falado precipício orçamental. Depois da escalada inicial, os investidores aproveitaram para assumir mais-valias com os valores entretanto alcançados pelas acções, o que as levou a uma ligeira correcção.

Hoje, as bolsas dos EUA voltam a ganhar terreno e estão em máximos, dia em que foi divulgado que a economia norte-americana criou mais de 600 mil empregos nos últimos três meses do ano passado, um valor que resultou dos 157 mil novos postos de trabalho criados em Dezembro e das revisões em alta dos números anteriormente apontados para Outubro e Novembro. A taxa de desemprego subiu, contudo, uma décima para 7,9%.

Foi depois a divulgação da confiança dos consumidores dos EUA, no índice da Thomson Reuters/ Universidade de Michigan, que deu um impulso às bolsas. O indicador apresentado aumentou para 73,8 pontos em Janeiro, superando aquilo que era previsto pelos economistas e o valor de Dezembro.

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