pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Economia, Trump e tecnológicas deixam Wall Street próximo de máximos históricos

Sem a turbulência dos últimos dias e os investidores muito menos nervosos com a geopolítica mundial, o otimismo dominou a negociação nos EUA.

Wall Street.
Wall Street. Richard Drew/AP
22 de Janeiro de 2026 às 21:12

Com as tensões geopolíticas a acalmar, um "rally" nas tecnológicas e novos dados a apontarem para uma economia mais robusta do que antecipado, os principais índices norte-americanos tiveram caminho livre para valorizarem esta quinta-feira. O movimento segue-se a uma sessão já bastante positiva para Wall Street, com as bolsas dos EUA a recuperarem por completo das perdas registadas na terça-feira, quando as novas tarifas de Donald Trump - entretanto abortadas - derrubaram as ações do país. 

O S&P 500 encerrou a valorizar 0,55% para 6.913,35 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelerou 0,91% para 23.436,02 pontos e o industrial Dow Jones ganhou 0,63% para 49.384,01 pontos. Ganhos ligeiramente inferiores ao arranque da sessão, mas suficientes para devolver o apetite pelo risco aos investidores e deixar os índices próximo de máximos históricos - apesar de o ouro continuar a negociar em alta e a ultrapassar a marca dos 4.900 dólares esta quinta-feira. 

O setor tecnológico foi um dos grandes destaques do dia, impulsionado pelas valorizações das fabricantes de semicondutores e ações ligadas à inteligência artificial (IA), isto depois de o CEO da Nvidia ter reforçado o entusiasmo dos investidores em torno da indústria, num painel em Davos. “Estamos a assistir a um 'boom' bastante significativo nesta área. Os salários quase duplicaram”, afirmou Jensen Huang no Fórum Económico Mundial, acrescentando que a IA vai criar mais postos de trabalho do que aqueles que vai eliminar e que a construção de mais centros de dados vai obrigar a investimentos de biliões de dólares. 

O sentimento está ainda a ser impulsionado por uma revisão em alta da economia norte-americana no terceiro trimestre do ano passado, apoiada por exportações mais fortes. Entre julho e setembro de 2025, o PIB dos EUA cresceu 4,4% em termos homólogos - o maior avanços dos últimos dois anos. Já os dados da inflação, através do indicador favorito da Reserva Federal (Fed) para avaliar os preços, ficaram dentro do esperado e o mercado laboral deu sinais de estabilidade. 

"Os consumidores norte-americanos continuam a sustentar a economia", explica Lale Akoner, da eToro, à Bloomberg. "A resiliência dos gastos reduz o risco de recessão a curto prazo e sustenta as receitas das empresas, particularmente nos setores voltados para o consumidor. No entanto, a procura estável também significa que as taxas de juros provavelmente permanecerão mais altas por mais tempo", acrescenta. 

Olhando para as empresas, várias integrantes das "Sete Magníficas" vão apresentar resultados na próxima semana, o que permitirá que os investidores avaliem se as atuais avaliações são sustentáveis. Esta quinta-feira, a Meta saltou 5,66%, liderando o grupo, enquanto a Tesla cresceu 4,15%, depois de Elon Musk ter revelado que pretende começar a vender o seu robô humanóide ao público no final do ano e alargar os veículos de condução autónoma para todo os EUA na mesma altura. 

Já o JPMorgan conseguiu acabar em alta, avançando 0,53%, mesmo depois de Donald Trump ter processado o banco e o seu CEO por cinco mil milhões de dólares, alegando que a instituição financeira encerrou as suas contas por razões políticas. 

Ver comentários
Publicidade
C•Studio