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Energia leva PSI-20 a contrariar ganhos da Europa

A bolsa nacional está a negociar em queda após cinco sessões consecutivas de ganhos, contrariando a tendência das congéneres europeias. A EDP e a Galp Energia são as empresas que mais pressionam.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Março de 2016 às 10:00
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A bolsa nacional, que iniciou a sessão em terreno positivo, já inverteu a tendência penalizada pelo sector da energia. O PSI-20 desce 0,31% para 5.177,22 pontos, depois de cinco sessões consecutivas de ganhos, com oito cotadas em queda, nove em alta e uma inalterada.

Lisboa contraria, desta forma, a tendência positiva das principais praças europeias, que recuperam das perdas ligeiras da sessão de ontem, animadas pelo sector automóvel e tecnológico. Na terça-feira, na sequência do atentado de Bruxelas, os índices foram penalizados durante a sessão pelas cotadas do turismo e da aviação.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,49% para 341,96 pontos. A bolsa de Atenas lidera as subidas com uma valorização de 3,04%. O alemão DAX ganha 0,95%, o francês CAC40 sobe 0,58% e o espanhol IBEX avança 0,29%.

Na bolsa nacional, a EDP e a Galp Energia são as cotadas que mais penalizam o PSI-20. A eléctrica desde 1,10% para 3,058 euros, enquanto a Galp Energia desliza 1,43% para 11,05 euros, numa altura em que o petróleo está em queda nos mercados internacionais.

Ainda na energia, a REN recua 0,35% para 2,839 euros e a EDP Renováveis sobe uns ligeiros 0,12% para 6,736 euros.

A pressionar o PSI-20 estão ainda as cotadas do sector financeiro. O BCP desce 0,22% para 4,58 cêntimos e o BPI, que voltou a negociar esta quarta-feira, recua 1,13% para 1,31 euros.

As acções do banco estiveram suspensas durante toda a sessão de ontem, com o mercado a aguardar um esclarecimento sobre o estado das negociações entre Isabel dos Santos e o CaixaBank que vão permitir o divórcio dos dois maiores accionistas do BPI.

Ao final do dia, esse esclarecimento surgiu através da Santoro, holding da empresária angolana, que confirmou que há negociações em curso, mas nenhum acordo por enquanto. As informações prestadas levaram a CMVM a levantar a suspensão das acções esta manhã.

Apesar de ainda não haver um acordo final entre os dois maiores accionistas do BPI, Isabel dos Santos e o CaixaBank já definiram o modelo que vai permitir separar os seus interesses. O grupo catalão vai adquirir a posição da empresária no BPI, enquanto esta instituição venderá o controlo do Banco de Fomento Angola (BFA) a Isabel dos Santos. Em paralelo, o CaixaBank vai lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) ao BPI.

Ainda no sector financeiro, o fundo do Montepio segue inalterado em 59,5 cêntimos.

Por outro lado, a evitar uma maior queda do PSI-20 estão as retalhistas. A Jerónimo Martins valoriza 0,46% para 14,255 euros e a Sonae ganha 0,58% para 1,045 euros.  

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